Web Analytics
Início Brasil Passe livre: Fraude atinge 30% dos cartões

Passe livre: Fraude atinge 30% dos cartões

Se são frequentes as irregularidades no passe livre estudantil, são ainda maiores para portadores de necessidades especiais. Vem aí recadastramento.

Sec. de Mobilidade Fabio Damasceno Foto: Myke Sena

Francisco Dutra
francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br

Suspeitas de fraudes rondam aproximadamente 19.500 cartões de portadores de necessidades especiais (PNEs) no Distrito Federal. Projeções da Secretaria de Mobilidade estimam irregularidades em, no mínimo, 30% dos atuais 65 mil cartões em circulação no sistema de transporte público. Entre os próximos meses de outubro e novembro, a pasta planeja começar um recadastramento para sanear o serviço, seguindo o mesmo princípio do pente-fino em curso no passe livre estudantil (PLE).

O tamanho do prejuízo ainda é incerto. Cada cartão do PNE gera oito passagens gratuitas por dia com direito a um acompanhante. Ou seja, 16 viagens pagas pelo erário. No caso do PLE, o estudante tem quatro viagens diárias. Segundo o secretário de Mobilidade, Fábio Damasceno, o recadastramento do PNE é uma medida mais do que necessário para equilibrar os gastos públicos com os subsídios para o transporte público

Ao contrário dos números flutuantes dos passageiros do passe livre, que caem durante as férias nas quais as passagens gratuitas são suspensas, o gasto com o PNE é constante em todo ano. “E toda vez que se prende gente vendendo integração, tem cartão do PNE”, comenta Damasceno. No caso, o pente-fino será extremamente cuidadoso, pois envolverá diversas pastas do governo e laudos médicos.

“Faz 16 viagens vezes R$ 5. São R$ 80. Vezes 30 dias. R$ 1,6 mil. E a gente pegou vários”, pondera o secretário. A partir do recadastramento haverá um cartão para o beneficiário direto e outro para o acompanhante. O cartão do acompanhante só passará se passar primeiro o do deficiente. “A coisa vai ser mais bem amarrada. Hoje são 16 viagens, se tiver um acompanhante ou não”, completa.

O recadastramento dos PLEs, iniciado em março de 2016, diminuiu o número de cartões de 295 mil para 190 mil. Até o fim do ano, o GDF espera instalar o sistema de biometria no sistema para barrar fraudes presenciais. Na investigação de linha para a Universidade de Brasília (UnB), na qual 17 mil PLEs foram empregados, 2 mil estavam nas mãos de terceiros.

Em 2015, o GDF pagou R$ 200.444.457 em subsídios para o passe livre. No ano passado, este gasto foi a R$ 287.321.968. No caso do PNE, há dois anos, o desembolso público foi da ordem de R$ 75.504.3183, enquanto em 2016, ficou em R$ 93.760.531.

Só alta garante queda de subsídio, diz Buriti
Brigando na Justiça pela manutenção do controverso aumento das passagens de ônibus e metrô imposto na virada para 2017, o governo Rollemberg ainda defende que a medida amarga é a única solução para manter o serviço e diminuir o gasto total com subsídios. Ao lado do recadastramento das gratuidades, a pasta da mobilidade projeta que a decisão renderá mais de R$ 186 milhões em economia para o erário.

Para manter os preços das passagens, o governo desembolsa um complemento diretamente para as empresas, conhecido como tarifa técnica. Em 2016, o complemento tarifário foi de R$ 225 milhões.

Em função do aumento, este gasto será reduzido neste ano para algo próximo de R$ 113 milhões. Segundo a pasta, em 2015 o gasto total com subsídios, somando PLE, PNE e a Tarifa Técnica, foi de R$ 566,1 milhões. Em 2016, este gasto saltou para R$ 606,2 milhões. Com todas as medidas adotadas pelo GDF, impopulares e de fiscalização, a expectativa governista de desembolso para este ano cai a R$ 420 milhões.

O aumento é alvo de uma ação popular, que ganhou em primeira instância. No entanto, para o secretário de mobilidade, o governo tem plenas condições de reverter o veredito em recurso. “O reajuste foi legal. Fizemos os estudos técnicos”, afirma Damasceno.

O secretário também rebateu a denúncia de que o GDF esteja mantendo as planilhas de cálculo da tarifa técnica e demais custos do sistema dentro de uma caixa-preta. Segundo Damasceno, o governo esteve, está e estará de portas abertas para detalhar cada ponto dos gastos públicos com o sistema de transporte, inclusive tarifas.

Só contrato
A evolução da tarifa técnica paga cada empresa é outro ponto controverso do sistema de transporte público. Segundo o secretário de mobilidade, a recomposição de valores segue normas contratuais, sem qualquer lastro com o último reajuste das passagens. Sobre as suspeitas de irregularidades na licitação do sistema pelo governo passado de Agnelo Queiroz (PT), Damasceno que esta é uma questão judicial. A própria licitação já objeto de processos nos quais já foi considerada ilegal parcial ou totalmente em primeiras instâncias.

200 milhões de reais foi o gasto total do governo brasiliense com o passe livre no transporte em 2015
287 milhões, quase 50% mais, foi o que se torrou no ano passado
16 viagens por dia gera cada cartão de necessidades especiais

fonte: Jornal de Brasilia.

starzbetMarsbahis GirişjojobetganobetMultiwincanlı maç izlebahis güvenilir bahis sitelerien güvenilir casino sitelerien güvenilir casino siteleriGrandpashabetGrandPashabetGrandpashabet girişGrandpashabetslot sitelerideneme bonusubahis sitelerijojobetjojobet girişjojobetjojobet girişjojobetjojobet girişjojobetjojobet girişjojobetjojobet girişjojobetjojobet girişjojobetjojobet girişjojobet güncel girişjojobetjojobet girişjojobet güncel giriş