Ex-deputado deu detalhes sobre a produção de Dark Horse
Nesta sexta-feira (15), o ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmou que colocou dinheiro no filme Dark Horse, produção que vai retratar a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração foi feita após reportagem do Intercept Brasil apontar que ele participou da fase inicial do projeto e teve papel ligado à produção-executiva da obra.
Segundo a publicação, Eduardo assinou em dezembro de 2024 um contrato com a produtora Go Up Entertainment ao lado do deputado Mário Frias. O documento daria aos dois poder sobre a gestão financeira e o orçamento do longa.
A investigação aponta que o filme teria custo entre 23 milhões de dólares (aproximadamente R$ 129 milhões) e 26 milhões de dólares (cerca de R$ 146 milhões). O Intercept informou ainda que o banqueiro Daniel Vorcaro teria destinado ao menos R$ 61 milhões para a produção.
Em vídeo publicado no X, Eduardo negou ter recebido dinheiro do investidor e afirmou que assumiu riscos financeiros no começo do projeto para manter um diretor de Hollywood ligado ao filme.
– Quem fala que Eduardo Bolsonaro recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro é mentiroso. Quem fala que Eduardo Bolsonaro recebeu dinheiro deste fundo que foi criado nos Estados Unidos está mentindo para você – declarou.
O ex-deputado explicou que o investimento inicial foi feito por meio da plataforma Ação Conservadora, lançada em 2024. Segundo ele, o objetivo era garantir a permanência do diretor na produção enquanto buscavam novos investidores.
– A gente conseguiu segurar um diretor de Hollywood por 2 anos com esse contrato. Eu fui um louco, coloquei todo o risco somente para mim. Tava chegando no final desse contrato, nós iríamos perder o diretor de Hollywood quando surgiu a possibilidade de um grande investidor vir a nos ajudar a fazer o filme, que depois acabou sendo um pool, vários investidores. Então, não tem nada além disso. A essa época o meu contrato era com a produtora, que basicamente disse o seguinte: “Eduardo, bota esse dinheiro aqui. Como o risco tá 100% seu, eu vou te garantir aí você ser diretor executivo do filme” – afirmou.
Segundo a reportagem, mensagens atribuídas a Eduardo mostram conversas sobre a transferência de recursos nos Estados Unidos sem envolvimento de empresas brasileiras. O diálogo ocorreu quando ele estava morando em Arlington, no Texas, após se licenciar do mandato.
Depois da mudança na estrutura de financiamento, Eduardo afirmou que deixou a função de executivo e passou a atuar apenas na cessão de direitos autorais para a obra.
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