Em sabatina realizada pelo Correio Braziliense nesta terça-feira (11), a governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), elevou o tom das críticas ao adversário José Roberto Arruda (PSD).
Ao comentar a trajetória política do ex-governador, Celina afirmou que Arruda “passou a vida inteira mentindo e pedindo perdão para a população e querendo retornar”.
A governadora relembrou episódios que marcaram a carreira política de Arruda. Segundo Celina, em 2000, quando era senador, o adversário esteve envolvido no episódio da violação do painel eletrônico do Senado e renunciou ao mandato para evitar um processo de cassação.
Celina também citou a Operação Caixa de Pandora, deflagrada em 2009, que atingiu o governo do Distrito Federal. Arruda chegou a ser preso durante as investigações e, posteriormente, deixou o cargo de governador em 2010.
Na sabatina, Celina fez questão de estabelecer uma comparação entre sua situação jurídica e a do adversário.
“Eu sou ficha limpa. Ele é ficha suja. Eu nunca tive nenhuma condenação. Já ele, está inelegível há 16 anos. Eu nunca fui impedida de ser candidata.”
Em uma das declarações mais contundentes, a governadora utilizou uma referência à Lei Maria da Penha para fazer uma analogia com a situação política de Arruda.
“Arruda está proibido de tocar em Brasília como medida protetiva à nossa cidade.”
A fala reforça a estratégia de Celina Leão de explorar a trajetória política e os problemas judiciais enfrentados por Arruda como um dos principais pontos de contraste entre os dois pré-candidatos na disputa pelo Palácio do Buriti.
O confronto entre os dois nomes promete ganhar ainda mais espaço no cenário eleitoral do Distrito Federal, especialmente diante da movimentação dos partidos e da definição das alianças para a eleição de 2026.






