Após autorização de bênçãos à casais do mesmo sexo, Agora o Papa Francisco admite possibilidade de renunciar

O Papa Francisco cogitou a possibilidade de renunciar à liderança da Igreja Católica. A possibilidade foi comentada durante o programa italiano “Che Tempo Che Fa”, transmitido no domingo (14).

Na entrevista, Francisco reconheceu que a renúncia “é uma possibilidade aberta”, embora tenha assegurado que a ideia não está atualmente em seus pensamentos.

“Não é um pensamento, nem uma preocupação, nem um desejo, mas uma possibilidade aberta a todos os Papas”.

Vezes em que o religioso desafiou o conservadorismo

Na Itália um documentário em que o Papa Francisco defende a união civil entre pessoas do mesmo gênero. Apesar de ser conhecido por pensamentos progressistas desde o início de seu papado, essa foi a forma mais clara que ele já se posicionou em prol dos direitos da comunidade LGBTQIA+ até hoje.

Em um trecho do filme, Francisco afirma: “As pessoas homossexuais têm direito de estar em uma família. Elas são filhas de Deus e têm direito a uma família. Ninguém deverá ser descartado ou ser infeliz por isso”. O comentário gerou grande repercussão e comemorações entre os defensores da causa.

Para marcar essa revolução histórica que vem ocorrendo na Igreja Católica com a liderança do Papa Francisco, listamos seus principais posicionamentos sobre os direitos humanos e temas polêmicos. Confira!

Relembre outros 6 posicionamentos progressistas do papa
Abuso sexual
Uma das polêmicas comentadas pelo Papa Francisco foi em relação aos abusos sexuais cometidos contra menores de idade, especialmente dentro da Igreja Católica. O pontífice afirma sentir profunda vergonha dos religiosos responsáveis por esses crimes, que considera um “pecado horrível”. Em seu papado, o argentino instaurou tolerância zero aos padres culpados e cúmplices.

Feminismo
“Onde as mulheres são marginalizadas, é um mundo estéril, porque as mulheres não só dão a vida, mas nos transmitem a capacidade de olhar além, de sentir as coisas com o coração mais criativo, mais paciente, mais tenro”, afirmou o Francisco. Ele também defende uma maior atuação feminina no Vaticano, já que as mulheres não costumam ter permissão para ocupar altos cargos religiosos.

Controle de natalidade
O uso de métodos contraceptivos sempre foi rejeitado pela Igreja. Ainda assim, o papa se manifestou com a seguinte frase: “Algumas pessoas pensam – e desculpem minha expressão aqui – que, para ser um bom católico, elas precisam ser como coelhos. Não. Paternidade tem a ver com responsabilidade”. O líder defende o planejamento familiar natural e o uso de ‘métodos lícitos’ de contracepção, de acordo com as diretrizes religiosas.

Divórcio
O papa defendeu, em cerimônia, que o matrimônio é “umas das coisas mais belas que Deus criou”, porém, às vezes, “o casamento não funciona e é melhor se separar para evitar uma guerra mundial”. Em outra ocasião, ele insistiu para que os católicos divorciados também sejam acolhidos pela Igreja.

Aborto
Em 2015, o Papa Francisco autorizou por meio de carta apostólica que todos os padres passem a perdoar as mulheres católicas “que tenham procurado o pecado do aborto” e que peçam a remissão do ato. O posicionamento da Igreja contra a interrupção da gravidez é amplamente conhecido e, inclusive, apoiado pelo pontífice. Apesar disso, ele prioriza a misericórdia divina, o que já representa um passo significativo.

Ateísmo
Em 2017, Francisco chocou o mundo ao se posicionar contra alguns membros de sua própria Igreja. Durante um sermão matinal, ele destacou que “é melhor ser ateu do que um cristão hipócrita”, sobre católicos que seguem uma vida dupla, pregando uma coisa e fazendo outra. E ainda finalizou o discurso dizendo que “onde está o Evangelho há uma revolução”.