O governo prevê que a economia brasileira ainda vai patinar no ano que vem.
Ela sairá de um crescimento de 0,5% em 2014 para 0,8% em 2015, conforme proposta de atualização dos parâmetros macroeconômicos para os próximos três anos encaminhada nesta quinta-feira, 4, ao Congresso Nacional.
Para 2016, o governo estima uma expansão do PIB de 2%, seguida por um crescimento de 2,3% em 2017.

A projeção anterior, divulgada em novembro no relatório de receitas e despesas do Planejamento, era de expansão da economia de 2% em 2015.
Tal previsão já representava uma redução, pois a expectativa inicial era de crescimento do PIB de 3% em 2015.
Com a mudança, o governo mostra tom mais realista aproxima suas projeções das expectativas do mercado.
Segundo a última pesquisa Focus – levantamento realizado semanalmente pelo Banco Central com analistas de mercado – o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro vai crescer 0,77% em 2015.
“O cenário projetado de crescimento real do PIB para os próximos anos – juntamente com as metas de superávit primário do setor público consolidado, equivalentes a 1,2% do PIB em 2015 e 2% do PIB em 2016 e 2017 – permite, com base nos parâmetros da economia obtidos pelas estimativas de mercado, que a dívida bruta projetada do governo geral e a dívida líquida do setor público iniciem uma trajetória de declínio a partir de 2016”, afirma o Planejamento.
A taxa Selic média utilizada pelo governo para definir os parâmetros dos próximos anos é de 12,17% em 2015, 11,50% em 2016 e 10,75% em 2017. A taxa de câmbio para o final de cada ano é R$ 2,67; R$ 2,71 e R$ 2,80, respectivamente.