CPI da Saúde: “O silêncio de Marco Junior fala muito… Existe uma coisa errada”. Bispo Renato

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    “O silêncio do doutor Marco Junior fala muito… Só não vê quem não quer que existe uma coisa errada”,

    “Quando a gente não tem resposta plausível, a melhor resposta é o silêncio. O silêncio do doutor Marco Junior fala muito mais do que se ele falasse. É interessante que o governo diz que quer que todo mundo fale. Mas comemora o silêncio de Marco Junior. Só não vê quem não quer que existe uma coisa errada”, criticou Bispo Renato

    Marco Júnior depõe na CPI da Saúde

    Hugo Barreto

    Francisco Dutra

    francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br

    Com o salvo conduto da Justiça, o ex-subsecretario de Infraestrutura e Logística da Secretaria de Saude, Marco Antônio Ferreira da Silveira Júnior pouco falou na CPI da Saúde. O recurso desidratou a comissão. No entanto, em algumas falas curtas, Júnior contou que viveu atritos com o ex-subsecretário de Administração Geral e atual responsável pela área de Infraestrutura de Logística da pasta, Marcello Nóbrega. Junior é um dos personagens presentes nos polêmicos áudios coordenados pela presidente do SindSáude, Marli Rodrigues. O conteúdo levantou a suspeita de um esquema de corrupção dentro do governo Rollemberg.

    Segundo o presidente da comissão, deputado Wellington Luis (PMDB), sem antecipar pré-julgamentos, o silêncio de Júnior é o indicativo que existe alguma irregularidade dentro da rede pública. Acompanhado por advogados, Junior começou a depor às 10h44, desta sexta-feira. O ex-subsecretário afirmou que já prestou depoimento na Policia Civil. O caso é objeto de apuração na Delegacia Especial de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública (Decap), e também pelo Ministério Público do DF, o Ministério Público de Contas local e o Ministério Público Federal.

    “Eu em determinados momentos da secretaria, tive desentendimento com o subsecretário (Marcello Nóbrega) por questão procedimental. Por questão de entender que o procedimento, a linha adota no caso, não deveria ser feita, não deveria prosseguir daquela forma. Eu acredito que o processo em si já nasceria nulo, por questão legal. Em virtude disso a gente teve alguns desentendimentos”, relatou Junior. O ex-subsecretário não quis detalhar qual seria o processo em questão, mas afirmou que não se tratava da contratações de Organizações Sociais (OSs) para serviços de Saúde.

    Nóbrega também é citado nas polêmicas gravações como o personagem representantes no núcleo do governo dentro da secretaria. Junior contou que foi exonerado pela Casa Civil logo depois dos atritos com Nóbrega. O ex-subsecretário disse que não tinha conhecimento que havia sido objeto de gravação por Marli Rodrigues. Os áudios teriam sido captados após seu desligamento do governo. Quando perguntado se teria sido alvo de ameaças nestes último meses respondeu: “não”.

    “Quando a gente não tem resposta plausível, a melhor resposta é o silêncio. O silêncio do doutor Marco Junior fala muito mais do que se ele falasse. É interessante que o governo diz que quer que todo mundo fale. Mas comemora o silêncio de Marco Junior. Só não vê quem não quer que existe uma coisa errada”, criticou Bispo Renato (PR). Os deputados também aguardavam o depoimento do jornalista Caio Barbieri. Em viagem, o assessor de imprensa enviou nota justificando ausência. Barbieri declarou que prestou depoimento ao Ministério Público.

    Fundo de Saúde do Distrito Federal

    O deputado Wasny de Roure (PT) aproveitou a reunião da comissão para revelar uma movimentação “estranha” nas contras públicas da Saúde. Segundo o parlamentar, a portaria 276, publicada no Diário Oficial do DF, de 2 de dezembro de 2015, retirou poderes da coordenação da Secretaria de Saúde sobre o Fundo de Saúde do DF, transferindo-os para a diretoria executivo do próprio fundo. Em poucas palavras, o fundo responde por grande parte do orçamento pasta. Ao perder a gestão dos recursos, a secretaria perde força para gerenciar os projetos e serviços da rede.

    Novas convocações

    A CPI decidiu que chamará Junior e Barbieri para depor mais uma vez. O jornalista será intimado a depor no dia 17 de agosto. Em relação ao subsecretário, a comissão espera reverter judicialmente o salvo conduto concedido pelo TJDF para ouvi-lo no dia 24 deste mês. Fonte: Jornal de Brasília.

    Informa Tudo DF

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