Pesquisa: áreas nobres do Distrito Federal lideram o consumo de cocaína

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    Pesquisa elaborada pela UnB a partir da análise do esgoto do DF revela que as regiões da Asa Norte, do Lago Norte e do Varjão consomem mais o entorpecente. Pico é no fim de semana         
            

    Os dados disponíveis sobre o consumo demoram meses, até anos para ficarem prontos. Nesse tempo, a dinâmica do tráfico mudou e até mesmo o tipo de droga é outro. Com esse método, conseguimos resultados em três dias - Fernando Sodré,  integrante do grupo de pesquisa e professor do Instituto de Química da UnB (Carlos Moura/CB/D.A Press - 22/1/14)

    Os dados disponíveis sobre o consumo demoram meses, até anos para ficarem prontos. Nesse tempo, a dinâmica do tráfico mudou e até mesmo o tipo de droga é outro. Com esse método, conseguimos resultados em três dias – Fernando Sodré, integrante do grupo de pesquisa e professor do Instituto de Química da UnB

    Em um ano, o Distrito Federal consumiu pelo menos 1,5 tonelada de cocaína. São cerca de oito doses diárias para cada grupo de mil habitantes. A Asa Norte, o Varjão e o Lago Norte lideram o ranking do uso com 12,2 porções, quantidade 52,5% maior do que a média da capital federal. Esse é o mais recente mapa de consumo do entorpecente elaborado pelo Grupo de Automação, Quimiometria e Química Ambiental (AQQUA) da Universidade de Brasília (UnB), em parceria com o Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, com a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) e com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

    Para chegar a esse resultado, os pesquisadores analisaram em 2012 amostras em oito estações de tratamento do DF, que canalizam o esgoto de 73% da população brasiliense. São elas: Melchior, Brasília Sul, Samambaia, Planaltina, Brasília Norte, Gama, Paranoá e Riacho Fundo. Como algumas recebem dejetos de mais de uma região administrativa, ao fazer o cálculo do consumo da droga foi levado em consideração o número de habitantes das cidades atendidas pelas unidades de tratamento.

    FONTE: CORREIRO