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Tarcísio confirma inquérito sobre abordagem à equipe de Haddad

Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado de SP
Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado de SP

Motorista foi seguido por policiais após deixar o candidato em casa

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), confirmou nesta quinta-feira (13) a abertura de inquérito pela Polícia Civil para investigar a denúncia feita pelo candidato ao governo do Estado, Fernando Haddad (PT), sobre uma suposta abordagem ostensiva da Polícia Militar ao carro de sua equipe.

Haddad voltava de uma aula magna na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), no Largo de São Francisco, centro histórico da capital, quando o veículo em que ele estava foi seguido por uma viatura da Polícia Militar. Os agentes permaneceram atrás do carro, mesmo depois que o político desembarcou em casa.

Tarcísio afirmou que as autoridades já estão atuando na investigação sobre o caso.

Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad Fotos: Roberto Sungi/Governo Estado SP e reprodução/GloboNews

— A gente vai abrir um inquérito policial, vamos apurar tudo, vamos levantar as imagens de mais de 40 câmeras; aliás, isso já foi feito. A polícia já observou as câmeras, já observou o movimento, as ruas, se entrou no hotel, se não entrou no hotel. [E vai] chamar o motorista para prestar esclarecimentos, dessa vez de forma oficial, e aí acompanhar o inquérito, para esclarecer tudo — afirmou.

O incidente teria ocorrido na noite de terça-feira (11), logo após o motorista deixar o candidato petista em sua residência. De acordo com os relatos da equipe de campanha, o funcionário percebeu que uma viatura policial passou a acompanhá-lo por vários quilômetros.

Ao estacionar próximo a um hotel, o motorista questionou os agentes armados sobre o motivo da ação e foi mandado embora do local. O ex-ministro da Fazenda afirmou que tem conversado sobre o caso com o secretário da Segurança Pública paulista, delegado Osvaldo Nico, e revelou o constrangimento sofrido pelo profissional que o atende.

— O motorista que trabalha comigo é um pequeno empreendedor, uma pessoa que tem família e se sentiu muito constrangido porque foi perseguido durante cinco quilômetros, depois de ter me deixado em casa. Eu falei para ele [Nico] por onde eles passaram, onde ele [motorista] foi abordado no hotel — disse Haddad.

O ex-ministro da Fazenda apontou diversas inconsistências nas justificativas iniciais apresentadas pelas autoridades. Segundo o candidato, o boletim de ocorrência usado para embasar a ação policial relata um crime ocorrido após o horário da abordagem.

— Me mandaram um boletim de ocorrência de outro episódio, das 11h10 da noite, uma hora e meia depois do que aconteceu, dizendo que aquela abordagem se deveu ao fato de que ocorreu um roubo às 11h10 da noite. Eu falei: o que aconteceu comigo foi às 9h45; então, a menos que haja algum programa de inteligência sobrenatural que possa antecipar um crime em uma hora e meia, não fazia sentido nenhum aquela abordagem — questionou.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo ordenou que a Polícia Militar identifique os agentes envolvidos no caso para avaliar se houve alguma conduta fora do padrão por parte dos policiais. As autoridades avaliam imagens de câmeras de segurança do percurso percorrido.

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