Prefeita de Potirendaba trouxe o caso a público em suas redes sociais
https://2c72de6c471cf9c56d514ac0b4854b74.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-45/html/container.htmlA Prefeitura de Potirendaba, no interior de São Paulo, afastou nesta quarta-feira (21) uma professora da rede municipal após declarações sobre uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro (PL) e falas discriminatórias dirigidas a estudantes. O caso veio à tona depois que a prefeita Gi Franzotti divulgou imagens da aula, gravadas por câmeras de segurança.
A denúncia partiu da mãe de uma aluna de 11 anos, que procurou a prefeita após a filha chegar em casa chorando e assustada. Segundo Gi, os registros com áudio permitiram verificar o relato. A administração municipal também determinou a abertura de um procedimento para investigar a conduta da servidora.
Nas imagens, a professora afirma que uma eventual vitória de Flávio poderia levar o Brasil a um regime fascista. Ao explicar o conceito aos alunos, ela associa a ideologia à direita e diz que o candidato e seu pai, Jair Bolsonaro, pretendem adotar esse modelo de governo.
Em seguida, a docente afirma que, nesse cenário, poucas pessoas da turma sobreviveriam e passa a apontar estudantes com base na cor da pele. Ao responder a um aluno, declara que ele morreria por ser pardo e sugere que crianças brancas e loiras teriam mais chances de sobreviver.
– Claro que ia, você tá lá com um pezinho na senzala – diz a professora a um estudante que pergunta se morreria. A servidora também associa o cenário político ao nazismo e ao fascismo, mas troca os países ao citar os ditadores Adolf Hitler, que governou a Alemanha, e Benito Mussolini, que liderou a Itália.
Após a divulgação do vídeo, a prefeitura informou o afastamento da professora e a instauração de um procedimento administrativo para apurar os fatos. A medida busca esclarecer as circunstâncias das declarações feitas durante a aula. O nome da servidora não foi divulgado.
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