O presidente do Instituto Brasília Ambiental (IBRAM-DF), Guto Gomes, foi o entrevistado desta sexta-feira (7) no programa Vozes da Comunidade, onde abordou temas como a prevenção de incêndios florestais, o combate às ocupações irregulares e as ações do Governo do Distrito Federal para proteger o meio ambiente.
Durante a entrevista, Guto Gomes fez um alerta sobre o período mais crítico do ano para a ocorrência de queimadas no Distrito Federal. Segundo ele, os meses de agosto e setembro exigem atenção redobrada devido à combinação de calor intenso, baixa umidade do ar e ventos fortes, condições que favorecem a rápida propagação do fogo e aumentam os riscos para a população e para as áreas de preservação ambiental.
“O período de seca exige o empenho de todos. Além das ações do poder público, é fundamental que a população evite práticas que possam provocar incêndios e denuncie situações de risco”, destacou o presidente do IBRAM-DF.
Outro tema abordado foi o enfrentamento às ocupações irregulares e à grilagem de terras. Guto Gomes explicou que o trabalho é realizado de forma integrada entre o Brasília Ambiental, o DF Legal, as forças de segurança e outros órgãos do Governo do Distrito Federal.
Segundo ele, a atuação conjunta busca impedir novas invasões em áreas de preservação permanente e proteger o Cerrado, garantindo a conservação ambiental e o cumprimento da legislação.
Para enfrentar o período de estiagem, o Brasília Ambiental reforçou sua estrutura operacional com a contratação de 150 brigadistas, que atuarão em conjunto com o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) nas ações de prevenção, monitoramento e combate aos incêndios florestais.
A tecnologia também tem papel importante nessa estratégia. Por meio do programa DF Sem Fogo, o IBRAM utiliza câmeras e sistemas de monitoramento capazes de identificar rapidamente áreas com elevação de temperatura e possíveis focos de incêndio, permitindo uma resposta mais ágil das equipes de combate.
Ao final da entrevista, Guto Gomes reforçou que a preservação do Cerrado depende da atuação integrada entre o poder público e a sociedade. Ele destacou que pequenas atitudes, como evitar queimadas e respeitar as áreas protegidas, são fundamentais para reduzir os impactos ambientais durante o período de seca e preservar um dos biomas mais importantes do país.
Assista:






