Um relatório da Polícia Federal enviado ao Supremo Tribunal Federal aponta que o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, teria utilizado o mandato parlamentar para atuar em favor do Banco Master na operação de compra pelo Banco de Brasília (BRB).
Documento enviado ao STF acusa líder do governo no Senado de atuar em defesa dos interesses do Banco Master e de ter recebido vantagens indevidas, incluindo imóvel de R$ 3,5 milhões.
Segundo o documento, Wagner teria defendido temas de interesse do banco durante a tramitação da operação.
A investigação também identifica atuação do parlamentar para ampliar os limites de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e para aumentar a margem consignável de empréstimos para trabalhadores regidos pela CLT.
Além disso, ele teria apresentado emenda para permitir a concessão de crédito a beneficiários do BPC e de outros programas de transferência de renda.
Em contrapartida, as investigações apontam que o senador teria recebido vantagens indevidas, entre elas um apartamento avaliado em R$ 3,5 milhões em Salvador.
O relatório reúne mensagens, áudios, documentos contratuais, comprovantes de transferência e registros societários obtidos em fases anteriores da Operação Compliance Zero.
A apuração integra a nona fase da operação, deflagrada nesta quinta-feira (18).





