Idealizada pelo deputado Roosevelt Vilela, a nova legislação conecta a rede privada ao SUS para dar velocidade, acolhimento e dignidade a quem aguarda na fila por exames e cirurgias
Por trás de cada senha de espera do Sistema Único de Saúde (SUS) no Distrito Federal existe uma rotina interrompida, uma família apreensiva e a urgência de um tratamento que não pode ser adiado. É nesse gargalo humano e social que se concentra um dos movimentos mais expressivos da atuação recente da Câmara Legislativa: a criação da Tabela SUS Candanga.
Proposta pelo deputado distrital Roosevelt Vilela (PL) , a medida foi desenhada para mudar a dinâmica do atendimento público. O mecanismo permite que a rede privada e filantrópica absorva pacientes da rede pública que estão na fila por exames, consultas especializadas e cirurgias de média e alta complexidade, pagando valores compatíveis com a realidade de mercado do DF.
Olhar humano por trás da regra: acelerar procedimentos para salvar vidas
Durante sua participação no programa Vozes da Comunidade, Roosevelt reforçou que o objetivo central da legislação não é apenas técnico, mas humanitário.
“A Tabela SUS Candanga possibilita que aquele paciente da rede pública que está esperando há meses por um tratamento, uma consulta ou uma cirurgia seja prontamente encaminhado para a rede privada. É uma questão de garantir dignidade e dar uma resposta célere para quem tem dor e não pode esperar”, pontuou o parlamentar.
A lógica da lei ataca um problema crônico de gestão. A tabela nacional do SUS costuma pagar valores defasados, o que afastava clínicas e hospitais privados das parcerias com o Estado. Com o complemento financeiro estabelecido pela legislação local, o DF passa a usar a capacidade ociosa de grandes estruturas privadas como uma extensão direta dos hospitais públicos.
O impacto prático dessa estratégia é direto na ponta: segundo balanços do mandato, o modelo já viabilizou a realização de milhares de procedimentos, desafogando unidades regionais e encurtando filas históricas na capital.
Além do CBMDF: a construção de uma agenda abrangente
Quem acompanha a carreira pública de Roosevelt Vilela sabe de suas raízes no Corpo de Bombeiros Militar, origem que naturalmente consolidou sua liderança nas pautas de segurança pública e valorização de servidores. No entanto, a viabilização da Tabela SUS Candanga ilustra um mandato que expandiu suas fronteiras para responder às necessidades diárias das cidades do DF.
A atuação na saúde vem sendo tecida de forma contínua. Entre as ações do parlamentar estão:
- Injeção de recursos estruturantes: Destinação de mais de R$ 1,2 milhão em emendas parlamentares para a modernização e reforma do Centro de Infusão de Quimioterápicos do Hospital de Base.
- Cuidado nas Regiões Administrativas: Aporte de recursos para Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Centros de Especialidades em regiões de maior vulnerabilidade social, garantindo atendimento preventivo perto de casa.
- Fortalecimento Comunitário: Presença constante nas RAs para identificar carências locais e transformar demandas da população em projetos de lei operacionais.
Um avanço coletivo para a saúde da capital
Ao construir essa ponte entre a capacidade da rede privada e o cidadão que depende do SUS, a Tabela SUS Candanga se estabelece como um marco na gestão pública da capital. O projeto reflete a maturidade de um trabalho parlamentar que, em busca do seu terceiro mandato na Câmara Legislativa, demonstra como a articulação do mandato pode ir além de pautas específicas e se traduzir em soluções práticas para toda a população. Mais do que um texto legal, a iniciativa mostra que a política cumpre sua função mais nobre quando consegue simplificar processos para proteger vidas.






