Em conversa com jornalistas, presidente afirmou que vai tratar “da Petrobras” e “do emprego”
Nesta quinta-feira (14), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou o vazamento de áudios de conversas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do banqueiro Daniel Vorcaro. Para o petista, o assunto é um “caso de polícia”.
Nos áudios, o parlamentar pede dinheiro ao banqueiro para pagar despesas com o filme Dark Horse, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. As gravações de Flávio, pré-candidato à Presidência pelo Partido Liberal (PL), ocorreram em 16 de novembro de 2025, um dia antes da prisão de Vorcaro pela primeira vez. As negociações também ocorreram antes do banqueiro ser preso.
Questionado por repórteres sobre o assunto, Lula afirmou que não iria comentar.
– É um caso de polícia, não é meu. Eu não sou policial, eu não sou procurador-geral. O caso dele é de polícia. Tem algum delegado aqui? Não tem. Então, vá na primeira delegacia da Polícia Federal e pergunta como vai ser tratado o caso dele. O meu caso é tratar do povo brasileiro, tratar da Petrobras e tratar do emprego – afirmou.
Ao dar explicações sobre o caso, Flávio Bolsonaro afirmou que o contato com Vorcaro envolvia apenas patrocínio privado para a obra audiovisual e negou qualquer uso de dinheiro público. Também declarou que conheceu Vorcaro apenas após o fim do governo Bolsonaro e quando não havia acusações públicas contra o banqueiro.
– Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme – argumentou Flávio.





