A crise política entre setores do MDB-DF e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, ganhou novos contornos nas últimas semanas
Por Silvano Lima
O que antes parecia uma divergência pontual transformou-se em uma disputa aberta pelo comando político do Distrito Federal, com reflexos diretos na sucessão de 2026.
Enquanto Celina concentra esforços para administrar a crise do Banco de Brasília (BRB), considerada por ela uma herança complexa recebida ao assumir o Governo do Distrito Federal, parte do MDB passou a intensificar articulações para enfraquecer politicamente a governadora e construir uma alternativa eleitoral ao Palácio do Buriti.
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O principal foco da disputa envolve o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. Após deixar o cargo para disputar uma vaga ao Senado, Ibaneis rompeu politicamente com Celina Leão e passou a defender um reposicionamento do MDB para as eleições de 2026.
Reportagens publicadas recentemente apontam que aliados do ex-governador chegaram a solicitar uma intervenção da direção nacional do MDB no diretório regional comandado por Wellington Luiz.
Segundo o noticiou-se, o objetivo do grupo liderado por Ibaneis seria recuperar o controle total da legenda no Distrito Federal para definir a estratégia eleitoral e, inclusive, construir uma candidatura capaz de enfrentar Celina Leão na disputa pelo Buriti. Nesse contexto surge o nome do deputado federal Rafael Prudente.
O parlamentar é apontado nos bastidores como uma das principais alternativas do MDB para a disputa ao governo. Informações divulgadas por veículos políticos indicam que a direção nacional do partido já discutiu o nome de Rafael Prudente como eventual candidato ao GDF caso a legenda decida lançar candidatura própria.
Nos últimos dias, Prudente também elevou o tom contra a governadora ao criticar o acordo articulado por Celina Leão para enfrentar a crise do BRB, esquecendo que a crise explodiu no governo do seu partido MDB-DF. A manifestação foi interpretada por analistas como mais um capítulo do rompimento entre o grupo ligado a Ibaneis e o atual governo.
Por outro lado, o MDB do Distrito Federal está longe de apresentar unidade. O presidente da Câmara Legislativa, Wellington Luiz, que também preside o MDB-DF, mantém posição favorável à governadora e já sinalizou apoio à sua reeleição. Essa postura contrasta diretamente com o grupo alinhado a Ibaneis e Rafael Prudente, aprofundando o racha interno na legenda.
O estopim do conflito foi a declaração de Celina Leão de que “sucessão nunca será submissão”, frase interpretada como uma demonstração de independência em relação ao ex-governador. Ao que tudo indica, segundo declarações da governadora, Ibaneis queria continuar influenciando nas decisões do governo do DF, o que não foi aceito por Celina. A partir daí, o rompimento tornou-se público e passou a influenciar as articulações para 2026.
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Enquanto a guerra política avança, Celina vem consolidando a imagem de gestora que assumiu a responsabilidade de resolver os problemas do BRB, reduzir gastos públicos e cortar despesas no GDF. Em entrevista recente, a governadora afirmou que está enfrentando “de frente” a situação deixada no banco, sem transformar a questão em ataque político ao antigo aliado.
Nos bastidores do Buriti, cresce a avaliação de que o embate deixou de ser apenas uma discussão administrativa sobre o BRB e rombo em contas públicas.
Na verdade, o que está em curso é uma disputa antecipada pelo poder no Distrito Federal, com um grupo defendendo a continuidade do projeto liderado por Celina Leão, que busca soluções para problemas reais do DF e outro tentando reorganizar forças dentro do MDB para apresentar uma candidatura própria ao governo em 2026, olhando para questões voltadas a cargos, posições politicas e eleitorais.
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Fonte: Informa Tudo DF / Por Silvano Lima






