TSE manda retirar Fake News da Janja e PT contra Flávio Bolsonaro sobre Farmácia Popular, escala de trabalho 7×1 e domínio do crime organizado
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, nesta quinta-feira (8), a retirada de vídeos publicados pela primeira-dama Janja da Silva e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com críticas ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). As decisões liminares apontam que as publicações atribuíram ao adversário consequências e intenções sem o necessário respaldo factual.
Decisões judiciais apontam ausência de base mínima para afirmações sobre Farmácia Popular, jornada de trabalho e avanço do crime organizado
No vídeo de Janja, publicado nas redes sociais em 6 de outubro, ela afirma que, caso Flávio seja eleito, ele acabará com o Farmácia Popular, enterrará a discussão sobre o fim da escala 6×1 e permitirá que o crime organizado domine o Brasil.
Ao analisar o conteúdo, o ministro Kassio Nunes Marques considerou que as afirmações ultrapassaram os limites da crítica política ao apresentar como fatos consequências que, segundo a decisão, não tinham “lastro mínimo” em declarações ou propostas do candidato. A Justiça Eleitoral determinou a retirada do vídeo de Janja em até 24 horas.
Debate político não dispensa provas
A controvérsia expõe um ponto central da disputa eleitoral: críticas a propostas e posições políticas fazem parte do debate democrático, mas atribuir ao adversário medidas que ele não anunciou exige comprovação.
Em checagem publicada em 8 de outubro, o site Aos Fatos informou não ter encontrado registro público de que Flávio Bolsonaro tenha anunciado que acabaria com o Farmácia Popular. A campanha do candidato também negou essa afirmação.
O eleitor precisa ter acesso a informações verificáveis para avaliar propostas, comparar candidatos e decidir seu voto sem depender de afirmações que não tenham sustentação factual, ou seja as famosas “Fake News”.





