Comunicador tinha 32 anos e estava internado em hospital na cidade de Teresina, no Piauí
A causa da morte do jornalista Erlan Bastos, que faleceu aos 32 anos na manhã deste sábado (17), em Teresina, no Piauí, foi uma tuberculose peritoneal, forma rara de manifestação da doença. A informação foi divulgada pela família do comunicador com base no diagnóstico do Hospital Natan Portella, na capital piauiense, onde ele estava internado.
A tuberculose peritoneal é uma manifestação extrapulmonar da doença, ou seja, não atinge diretamente os pulmões. Nesse tipo de caso, o processo inflamatório atinge o peritônio, membrana responsável por revestir a cavidade abdominal e proteger os órgãos internos.
Entre os principais sintomas estão dor abdominal, acúmulo de líquido na cavidade do abdômen (ascite), além de febre de baixa intensidade, sudorese, especialmente à noite, e fadiga intensa. O diagnóstico costuma envolver a realização de exames de imagem, além da análise do líquido abdominal ou, em alguns casos, até biópsia.
O tratamento é feito com o uso de medicamentos específicos contra a tuberculose, administrados por um período prolongado, geralmente de vários meses, e tem melhores resultados em caso de diagnóstico precoce.
Erlan estava na NC TV Amapá, emissora do Grupo Norte de Comunicação, onde ele trabalhava como apresentador do programa Bora Amapá. Colunista do portal Em Off, com atuação voltada ao jornalismo de entretenimento e aos bastidores da mídia, ele ganhou visibilidade pelo estilo direto e pela relação próxima com a audiência. O jornalista também teve passagens pela Record e pela TV Meio.
Há cerca de um mês, ele foi internado após passar mal durante uma transmissão ao vivo. Na ocasião, o jornalista apresentou justamente alguns dos sintomas da tuberculose peritoneal, como fortes dores no peito e na região abdominal, além de fraqueza intensa e episódios de suor frio.






