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Início Brasil Caiado diz que não é ‘oportunista’ e defende união da direita

Caiado diz que não é ‘oportunista’ e defende união da direita

Governador Ronaldo Caiado apresenta resultados da política de controle carcerário implementada em Goiás (Foto: André Saddi)
Governador Ronaldo Caiado apresenta resultados da política de controle carcerário implementada em Goiás (Foto: André Saddi)

Ex-governador diz que é preciso se unir para derrotar o PT nas urnas

Enquanto o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), condenou a aproximação de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com Vorcaro, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), evitou endurecer o tom contra o senador, afirmou não ser “oportunista” e defendeu a união da centro-direita contra o PT. O goiano também participou do evento promovido pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham).

– Não sou oportunista. Não farei pré-julgamento. Mas o mais importante no Brasil, neste momento, é nós também não fazermos o jogo que o PT quer. Mantermos a centro-direita unida, consolidada, para derrotarmos o PT no segundo turno. Este é o objetivo – disse Caiado em coletiva a jornalistas.

Ele complementou dizendo que o candidato que passar para o segundo turno deverá receber o apoio dos demais para derrotar o PT.

Caiado afirmou, por diversas vezes, que há uma “desordem institucional” no país e que a governabilidade do Executivo “vai depender da estatura moral do próximo presidente da República”.

Questionado se Flávio tem estatura moral para cumprir a função, Caiado respondeu que “essa decisão virá do eleitor” e voltou a dizer que, até o momento, os argumentos que Flávio trouxe para explicar as suas conversas com Vorcaro “não foram convincentes”.

Tanto Caiado quanto Zema dedicaram parte de seus discursos a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF). O goiano defendeu que a Corte tome uma decisão interna corporis para afastar ministros atingidos por denúncias relacionadas à própria trajetória.

Zema, por sua vez, propôs estabelecer idade mínima de 60 anos para ministros, acabar com decisões monocráticas para temas relevantes e mudar o critério de indicação dos integrantes da Corte, adotando uma lista tríplice com nomes sugeridos por instituições.

– Para que possamos desenvolver, avançar, o Supremo deveria ter essa condição de cortar na própria carne. Pouparia o país de um processo de crise – afirmou Caiado.

Já Zema disse:

– O Supremo sempre foi um porto seguro, um poder moderador no Brasil no passado, mas de uns 15 anos para cá virou um incendiário.

*Com informações AE

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