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Auditoria da CGDF impede prejuízo de mais de R$ 1 milhão no transporte público, com aprimoramento da biometria facial e outras medidias

Uma auditoria realizada pela Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF) apontou irregularidades no uso de cartões de gratuidade destinados a Pessoas com Deficiência (PcD) no transporte público do DF. Segundo o órgão, o uso indevido poderia causar prejuízos de aproximadamente R$ 1 milhão por ano aos cofres públicos.

Novas regras buscam evitar prejuízos milionários e reforçar fiscalização no sistema

Após a identificação das falhas, a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) implementou novas medidas de controle por meio da Portaria nº 131/2025. A norma estabelece limites de utilização diária dos cartões, intervalos mínimos entre validações no mesmo veículo ou estação e reforça os mecanismos de fiscalização.

Entre as mudanças adotadas está o aprimoramento da biometria facial e do cruzamento de dados cadastrais. De acordo com a nova regulamentação, divergências entre a imagem registrada e o cadastro do usuário podem resultar no bloqueio automático do cartão.

O controlador-geral do DF, Daniel Lima, destacou que o objetivo da auditoria é identificar falhas e propor soluções para evitar prejuízos ao poder público. Segundo ele, as medidas adotadas garantem que o benefício da gratuidade seja utilizado corretamente por quem realmente necessita.

Usuário do transporte público, o artista Ian Harun afirmou que a fiscalização é necessária para impedir práticas de má-fé e assegurar o acesso ao benefício para trabalhadores e estudantes que dependem diariamente do sistema.

Além de interromper possíveis perdas financeiras, as mudanças também modernizaram o sistema de fiscalização do transporte público. As ações impactam mais de 1 milhão de usuários. Apenas em 2025, o sistema de bilhetagem registrou mais de 21,5 milhões de acessos de pessoas com deficiência e acompanhantes nos ônibus e no metrô do Distrito Federal.

A secretária de Transporte e Mobilidade, Sandra Holanda, ressaltou que o reforço na fiscalização contribui para tornar o sistema mais eficiente, sustentável e justo para a população.

Já a subcontroladora de Controle Interno da CGDF, Graziella Brunale, afirmou que o trabalho da auditoria também impulsiona avanços tecnológicos voltados à prevenção de fraudes.

Maio marca o Mês Internacional de Conscientização Profissional da Auditoria Interna.

Segundo a CGDF, as ações de controle interno têm contribuído para melhorar a qualidade dos serviços públicos oferecidos à população do Distrito Federal.

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