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Após expulsão de delegado, Lula ameaça EUA com reciprocidade

Luiz Inácio Lula da Silva Foto: Frame de vídeo / YouTube / BBC
Luiz Inácio Lula da Silva Foto: Frame de vídeo / YouTube / BBC

Petista deu declarações a jornalistas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manifestou a respeito do delegado da Polícia Federal (PF), Marcelo Ivo de Carvalho, que foi expulso dos Estados Unidos. O petista deu declarações a jornalistas

Lula falou em “fazer reciprocidade”, em caso de abuso. Ele apontou ainda que “não podemos aceitar essa ingerência e abuso de autoridade que alguns personagens americanos querem ter com relação ao Brasil”.

– Acho que se houve um abuso americano com relação ao nosso policial nós vamos fazer reciprocidade com o deles no Brasil. (…) Nós queremos que as coisas aconteçam da forma mais correta possível, mas não podemos aceitar essa ingerência e abuso de autoridade que alguns personagens americanos querem ter com relação ao Brasil – disse o presidente brasileiro.

Marcelo Ivo teria atuado na detenção do ex-deputado Alexandre Ramagem na semana passada, mas o governo norte-americano considerou a intervenção como tentativa de manipulação do sistema de imigração.

EUA expulsam delegado brasileiro ligado a detenção de Ramagem

Membro da PF foi acusado de manipular o sistema de imigração do país

O governo dos Estados Unidos ordenou, nesta segunda-feira (20), que o delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho deixe o país. A medida foi anunciada pelo Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental, que mencionou tentativas de contornar pedidos formais de extradição.

Marcelo Ivo de Carvalho Foto: Divulgação/PF

A decisão ocorre após a prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem em Orlando, ocorrida no dia 13 de abril por supostas questões migratórias. Ramagem foi solto dois dias depois e agradeceu publicamente à gestão de Donald Trump pela liberação administrativa.

Carvalho atuava em Miami junto ao Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) desde março de 2023, com missão prevista até agosto. A autoridade americana alegou que houve o uso do cargo para promover perseguições políticas em território estrangeiro.

— Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos. Hoje, pedimos que o funcionário brasileiro em questão deixe o país por tentar fazer isso — diz o texto.

Ramagem é considerado foragido após ser condenado pelo STF a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado no Brasil. De acordo com investigação da PF, ele teria saído do país de forma clandestina em 2025, cruzando a fronteira com a Guiana antes de chegar aos EUA.

O Itamaraty informou que não irá se manifestar sobre a expulsão do delegado, enquanto a Polícia Federal aguarda um comunicado formal do governo americano. Atualmente, Ramagem aguarda em liberdade nos Estados Unidos o processamento de um pedido de asilo.

Saiba o que os EUA alegaram ao expulsar delegado da PF

Posicionamento foi publicado nas redes sociais

Marcelo Ivo de Carvalho Foto: Reprodução/ Print de vídeo YouTube Cartão de Visita

O Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado (Bureau of Western Hemisphere Affairs) se manifestou sobre o caso do delegado da Polícia Federal (PF) Marcelo Ivo de Carvalho, que foi expulso dos Estados Unidos. O posicionamento foi publicado nas redes sociais, nesta segunda-feira (20).

– Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar tanto pedidos formais de extradição quanto prolongar caças às bruxas políticas em território dos EUA. Hoje, solicitamos que o funcionário brasileiro relevante deixe nossa nação por tentar fazer isso – diz a publicação.

Marcelo teria atuado na detenção do ex-deputado Alexandre Ramagem na semana passada, mas o governo norte-americano considerou a intervenção como tentativa de manipulação do sistema de imigração. A decisão ocorre após a prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem em Orlando, ocorrida no dia 13 de abril por supostas questões migratórias. Ramagem foi solto dois dias depois e agradeceu publicamente à gestão de Donald Trump pela liberação administrativa.

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