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Procurada pelo FBI, Patrícia Lélis se diz “perseguida por ter lado politico”. Se condenada pode pegar 20 anos de prisão

Patrícia Lélis é a jornalista de esquerda que atacava Bolsonaro para defender Lula (Foto)

A brasiliense Patrícia Lélis — procurada pelo FBI (a polícia federal dos Estados Unidos), sob a acusação de aplicar fraude em clientes ao se passar por advogada de imigração, ocasionando às vítimas prejuízo estimado em R$ 3,4 milhões, segundo a Justiça americana — foi às redes sociais para expor sua versão dos fatos.

A jornalista Patrícia de Oliveira Souza Lélis Bolin, de 29 anos, está sendo procurada pelo FBI por se passar por advogada de imigração e aplicar um golpe de mais de US$ 700 mil, o equivalente a cerca de R$ 3,4 milhões. A brasileira é acusada pela Justiça dos Estados Unidos de fraude eletrônica, transações monetárias ilegais e roubo de identidade agravado.

Se condenada, a brasileira pode pegar até 20 anos de prisão. De acordo com a acusação, Patrícia Lelis dizia ser uma advogada capaz de ajudar clientes estrangeiros a obter vistos E-2 e EB-5 para os Estados Unidos. Pelos serviços, ela recebia valores milionários

Veja o post:

Patrícia ainda mandou um “recado” a quem chama de “hater cadelinha de governo americano”: “Digo e repito: essa campanha de destruição de imagem que vocês adoram fazer não me atinge em nada. Nunca me atingiu”

“Exilada política”

Na segunda-feira (15/1), também no X, ela já havia confirmado que é procurada: “Sim, o FBI no USA está me ‘procurando’. Mas já sabem exatamente onde estou como exilada política. Foram meses de perseguições e falsas acusações”.

“Meu suposto crime: não aceitei que me fizessem de bode expiatório contra aqueles que considero como meus irmãos por cultura e principalmente por lado politico e, sim, ‘roubei’ todas as provas que pude para mostrar o meu lado da história e garantir minha segurança”, completou a brasileira.

Patrícia Lélis é procurada pela polícia federal americana após acusação de fraude contra imigrantes. Em comunicado divulgado na sexta-feira (12/1), a Justiça dos Estados Unidos informou que a brasileira se passou por advogada especializada em imigração e aplicou a clientes uma fraude que chega ao valor de US$ 700 mil — R$ 3,4 milhões.

Reforma do banheiro

A acusação afirma que Lélis vive em Arlington, nos Estados Unidos, e prometia ajudar clientes estrangeiros a obter visto permanente no país. A mulher teria cobrado US$ 270 mil — R$ 1,32 milhão — pelo serviço a uma vítima.

No entanto, segundo a acusação, Patrícia movimentou o dinheiro para sua conta bancária pessoal e usou o montante para reformar o banheiro de casa e quitar dívidas do cartão de crédito.

Patrícia Lélis é acusada de fraude eletrônica, transações monetárias ilegais e roubo de identidade agravado. Se for condenada, pode pegar até 20 anos de prisão.

O que diz a acusação

  • O programa EB-5 assegura o “green card” para os EUA a quem investir em redes de negócios com potencial para geração de emprego em território norte-americano;
  • Ainda segundo a Justiça dos EUA, em 22 de setembro de 2021, Lélis recebeu de uma vítima dois pagamentos iniciais de mais de US$ 135 mil para obtenção de vistos EB-5;
  • A brasileira afirmava que o dinheiro seria revertido em projeto de desenvolvimento imobiliário que se qualificava para o programa, no estado do Texas. No entanto, o dinheiro da vítima teria ido para a conta bancária pessoal de Lélis Bolin;
  • A acusação também diz que a brasileira convenceu amigos a se passarem por funcionários do fundo de investimento do Texas. Quando uma vítima se recusou a enviar mais dinheiro, Lélis teria ameaçado os pais da vítima com a remoção dos Estados Unidos.

“Lélis Bolin supostamente o usou [dinheiro] para pagar a entrada de sua casa em Arlington, reformas de banheiros e pagar outras despesas pessoais, como dívidas de cartão de crédito”, diz a acusação.

Em suas redes sociais, Patrícia Lélis afirmou que está sendo vítima de “perseguições e falsas acusações”, e que está exilada em outro país. “Meu suposto crime: não aceitei que me fizessem de bode espiatório contra aqueles que considero como meus irmãos por cultural e principalmente por lado político”, escreveu.

A brasileira também é acusada de ter falsificado formulários de imigração dos EUA, forjado múltiplas assinaturas, criado recibos falsos e falsas personas associadas ao fundo de investimento do Texas.

“Sim, ‘roubei’ todas as provas que puder para mostrar o meu lado da historia e garantir minha segurança. E esses documentos já foram entregues ao governo que me garantiu asilo político”, disse Lélis em seu perfil no X – antigo Twitter.

Fonte: Informações – Metrópoles e do G1