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Policial que matou colegas diz que tomaram rodadas de chopp e não se lembra dos disparos

O policial civil Gildate Goes Moraes Sobrinho, preso pela morte de dois colegas de farda no município de Delmiro Gouveia, Sertão de Alagoas, disse em depoimento, obtido pelo que havia consumido bebidas com alto teor de álcool junto aos agentes horas antes do duplo homicídio.

Ele foi detido em uma residência na madrugada desta quarta-feira (20) e alegou não se recordar do momento dos disparos. As vítimas foram identificadas como Yago Gomes Pereira e Denivaldo Jardel Lira Moraes.

Durante o interrogatório, Gildate disse que estava em serviço com Yago e Denivaldo, e os três foram para a cidade de Piranhas, onde dariam cumprimento a um mandado de prisão expedido pela Justiça. Após o trabalho, ele afirmou que, assim como Denivaldo, foi convidado por Yago para provar um chopp artesanal no mesmo município.

Veja também: Policial civil é preso após matar dois colegas dentro de viatura!

Os colegas então teriam pedido a bebida e depois esticado mais um tempo no local com o consumo de outras cinco rodadas de chopp. O policial civil relatou que, por volta das 22h, resolveu retornar para Delmiro Gouveia, onde ele dormiria em uma residência, enquanto Yago e Denivaldo seguiriam para a delegacia.

Gildate destacou que não se sentia em condições de dirigir o veículo e pediu para Yago assumir o volante. Ele destacou que foi para o banco de trás do carona e não se lembra do que aconteceu dentro do automóvel, apenas disse que tem a lembrança de ter andado a pé por ruas da cidade de Delmiro até chegar a Igreja Matriz, onde conseguiu se situar e ir ao endereço onde passaria a noite.

No decorrer do depoimento, o policial destacou que não tinha problemas com as vítimas e que considerava “grandes amigos”. A suspeita inicial foi de que ele teria entrado em surto no carro e matado os colegas. Diante disso, ele será submetido a exames clínicos e o resultado será anexado no inquérito que investiga o caso.

Quem eram as vítimas

Yago Gomes Pereira, de 33 anos, era natural de Aracaju, em Sergipe, enquanto Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47 anos, havia nascido em Sertânia, em Pernambuco. Os dois agentes atuavam na 1ª Delegacia Regional de Delmiro Gouveia.

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