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Pagamento dos reajustes da Polícia Civil e PM dependerão de negociação

Ana Maria CamposCB.Poder

Coluna Eixo Capital / Por Ana Maria Campos
O pagamento dos reajustes da Polícia Civil, PM e das 32 categorias de servidores públicos que tiveram o aumento suspenso por Rollemberg demandará uma longa negociação. Já está claro para todos que o governador Ibaneis Rocha não vai liberar a verba de uma vez. Serão parcelas. Há muita gente a atender. O secretário de Fazenda, Orçamento e Gestão, André Clemente, precisa analisar o caixa e se programar para começar a pagar. Sabe aquele sonho do funcionalismo de receber uma bolada imediatamente? Não vai rolar. Ibaneis garante que vai cumprir seus compromissos de campanha, mas também vai cobrar produção. Esse tem sido o tom de seus pronunciamentos. Servidores públicos não terão lua de mel com o novo governo. Ibaneis diz que seu foco é a população em geral e bom atendimento público.

Menos restrições

Enquanto jornalistas reclamaram das restrições na cobertura da posse de Jair Bolsonaro, com extremo rigor na segurança do novo presidente, Ibaneis Rocha circulou sem  grandes incômodos.

Dependência

O governo Ibaneis terá 29 secretarias, mas muitas terão estruturas compartilhadas. É o caso, por exemplo, da Secretaria de Juventude, que terá a mesma unidade de administração da Secretaria de Justiça. Ou seja, para gastar e liberar pagamentos, o pedetista Léo Bijos vai precisar da autorização do advogado Gustavo Rocha.

Cidadã de Ceilândia

Michelle Bolsonaro chamou a atenção pela elegância e pelo discurso em linguagem de libras, antes mesmo do pronunciamento do marido no parlatório do Palácio do Planalto. No Congresso, o presidente Jair Bolsonaro lembrou que a primeira-dama é de Ceilândia e o relacionamento do casal começou na Câmara dos Deputados.

Prestígio

Carrapato de Ibaneis Rocha desde a campanha, o policial civil Nino Moraes vai assumir o cargo de assessor especial da Secretaria de Segurança. Mas será bem mais do que um servidor da equipe do novo chefe da pasta, Anderson Torres. Ele acompanha Ibaneis em todos os compromissos. É a sombra do novo governador.

Ausência na posse

Aliado de primeira hora na campanha, o deputado Laerte Bessa (PR/DF), que chegou a ser anunciado como o poderoso chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), não acompanhou ontem à posse de Ibaneis Rocha (MDB). Como Ibaneis vinha dizendo, o órgão não foi criado neste primeiro momento. Segundo o governador, há pendências jurídicas. Há necessidade da aprovação de uma lei federal para regulamentar o órgão. Mas a aposta entre integrantes das forças de segurança é de que o motivo é político: a reação da Polícia Militar à extinção da Casa Militar e ao nome de Bessa. O deputado não esconde o incômodo: “Trabalhamos com mais de 200 servidores entre oficiais e praças das duas corporações, ativos e inativos e depois vem essa decisão?”

Foi até o fim

Havia uma expectativa entre os integrantes do grupo que elegeu Rafael Prudente (MDB) presidente da Câmara Legislativa de que, na última hora, Cláudio Abrantes (PDT) retiraria a sua candidatura e fosse substituído pelo colega de partido, Reginaldo Veras (PDT). Mas o distrital seguiu no páreo, mesmo sabendo que seria derrotado.

Bye, bye, PSB

No Palácio do Buriti, dois integrantes do PSB comentavam ontem: “Quanto tempo você acha que nossos deputados vão permanecer no partido?”. O outro respondeu: “Seis meses”. Em seguida, a aposta foi de que o desligamento e a aproximação dos socialistas com o novo governo ocorrerá bem antes do fim do primeiro semestre. Os distritais do PSB, Roosevelt Vilela e José Gomes, participaram do acordo que elegeu Rafael Prudente (MDB) presidente da Câmara Legislativa.

Vai e volta

Assim que passou a faixa para Ibaneis Rocha, Rodrigo Rollemberg cochichou no ouvido do sucessor: “Cuida dessa faixa. Ela vai e volta”.

Exonerado a distância

Enquanto esperava a chegada de Ibaneis Rocha no Palácio do Buriti, Rodrigo Rollemberg conversava descontraidamente com integrantes de sua equipe. Até com Gabriel Garcia, secretário adjunto de Comunicação, que embarcou para a Escócia. Por telefone, Rollemberg fez uma brincadeira com o jornalista: “Evento importante no Buriti e você não está aqui. Vou te exonerar”. Gabriel já estava demitido, claro, junto com todo o secretariado do agora ex-governador. Os atos foram publicados ontem no Diário Oficial do DF.

Mais um advogado na praça

Ministro-chefe da Secretaria-geral da Presidência da República no governo Temer, o deputado Ronaldo Fonseca (Pode/DF) é o mais novo advogado no mercado. Assim que deixar o mandato em fevereiro, ele vai se dedicar ao escritório com causas criminais e cíveis.

Cada um no seu quadrado

Na posse de Jair Bolsonaro, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, foi uma das integrantes da mesa na Câmara dos Deputados. No Distrito Federal, a procuradora-geral de Justiça do DF, Fabiana Costa (foto), não acompanhou a solenidade.

Desembargadores na posse

Com prestígio no meio jurídico, Ibaneis Rocha recebeu como convidados vários advogados e integrantes do Judiciário. Um dos que acompanhou o discurso do novo governador na primeira fila na tenda em frente ao Palácio do Buriti foi o desembargador Roberval Belinati, sentado ao lado do ex-deputado Raimundo Ribeiro. Advogado, Ribeiro assumirá uma diretoria da Adasa.

Selfie de despedida

A um mês do fim do mandato, depois de perder a eleição ao Palácio do Buriti, o deputado Rogério Rosso (PSD/DF) foi um dos que registrou em selfie o juramento de Jair Bolsonaro ontem no plenário da Câmara dos Deputados. Rosso declarou apoio ao novo presidente no primeiro turno das eleições.

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