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Cristovam Buarque se sentiu ‘incomodado’ após ser chamado de ‘golpista’ e encerra audiência

Ele foi hostilizado em audiência pública na comissão de Educação do Senado. Senador disse que se sentiu ‘incomodado’ com a situação.
01/09/2016 14h07 – Atualizado em 01/09/2016 14h20
Por Fernanda Calgaro
Do G1, em Brasília
Senador Cristovam Buarque é chamado de golpista por manifestantes em comissão de Educação no Senado (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)Senador Cristovam Buarque é chamado de golpista por manifestantes em audiência na comissão de Educação no Senado (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

No dia seguinte ao impeachment de Dilma Rousseff, o senador Cristovam Buarque (PPS-DF), que votou a favor da perda do mandato da petista, foi hostilizado nesta quinta-feira (1º) em uma audiência pública comandada por ele na Comissão de Educação no Senado. Sob gritos de “golpista”, ele encerrou no meio a sessão destinada a debater o projeto de lei da “escola sem partido”.

A audiência havia sido convocada por Buarque para ouvir especialistas sobre o projeto, do qual é relator. Em meio aos debates, pessoas que acompanhavam a discussão começaram a gritar “golpista” e empunhar cartazes com essa palavra escrita.

O senador tentou acalmar os ânimos, mas não adiantou. Diante da situação, Buarque, então, decidiu encerrar a audiência.

“Eu comecei a ouvir o grito de ‘golpista, golpista, golpista’. Eu fiquei nove anos fora do Brasil para não conviver com golpista. E eu não quero que ninguém conviva com golpista”, afirmou o senador sobre o ocorrido e fazendo uma referência ao período da ditadura militar.

“Como eles achavam que a mesa estava sendo coordenada por um golpista, em homenagem a eles, já que não têm coragem de se exilarem como eu fiz, preferi sair e suspender a sessão”, afirmou Cristovam Buarque.

‘Incomodado’
Questionado depois por jornalistas se sentiu agredido, Cristovam Buarque esclareceu: “Agredido, não. Incomodado. Agredido é uma palavra que depende, tem gente que acha que agressão é só física. Não foi física, porque eu fui por dentro deles para ir embora e ninguém tocou em mim”.

A proposta da “escola sem partido”, que era debatida antes da confusão na audiência, pretende limitar a atuação dos professores para impedir que promovam suas crenças particulares em sala de aula. E também dá aos pais o direito de escolher como seus filhos irão receber educação religiosa e moral para que seja “de acordo com as suas próprias convicções”.

Informa Tudo DF

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