GDF repassa R$ 100 mil para Hospital de Base retomar cirurgias

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    Médicos suspenderam procedimentos por falta de material e medicamentos.
    Saúde diz que destinará R$ 80 milhões até o fim da semana para a rede.

     
    A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou nesta segunda-feira (24) que fez um repasse emergencial de R$ 100 mil ao Hospital de Base para que a instituição possa fazer compras de materiais básicos para cirurgias. A medida foi anunciada depois de médicos do hospital suspenderem procedimentos agendados alegando falta de de insumos, como compressas, gaze, analgésicos e remédios para enjoo.
    A expectativa da Secretaria é de que na terça-feira (25), o atendimento do hospital seja normalizado. Segundo a pasta, foram realizadas todas as cirurgias de emergência nesta segunda. No entanto, só metade das cirurgias eletivas (que não são consideradas urgentes) foram realizadas. O hospital faz cerca de 30 cirurgias por dia, entre eletivas e diárias.
    “Repassamos esse valor para o [Hospital de] Base adquirir qualquer produto que está com estoque baixo”, disse a secretária de Saúde, Marília Coelho Cunha. “Aconteceu que a secretaria, em um determinado momento, estava sem recurso e devendo para fornecedores”, disse a secretária, para explicar a falta de material.

     A secretária afirmou que fez um remanejamento nas contas da pasta com o objetivo de repassar R$ 84 milhões até o fim da semana para garantir a compra de medicamentos e material hospitalar até fevereiro. A dívida com esses tipos de produtos chega a R$ 60 milhões, de acordo com a Saúde.

    Segundo Marília, a medida foi apresentada ao Ministério Público e ao Tribunal de Justiça do DF. A secretaria vai usar dinheiro que estava parado em programas da própria pasta e transferir esses recursos para as áreas emergenciais. Os valores sairão de programas como o de atenção básica, oncologia e Rede Cegonha, destinado ao atendimento de gestantes.
    A secretária disse que não haverá prejuízo no funcionamento desses programas. “Houve essa decisão [de remanejar] já que houve uma queda que ninguém esperava na arrecadação do Distrito Federal. Então você faz um planejamento em cima de uma arrecadação e ela cai, você tem que se adequar.”
    “Fizemos esse remanejamento orçamentário para cumprir com as obrigações da secretaria e pagar os fornecedores. Foi um processo que levou quase duas semanas”, disse a secretária. “Tivemos apoio das secretarias de Fazenda e Planejamento para fazer essa engenharia financeira e começar a pagar fornecedores e voltar a regularizar os estoques.”

    G1