Aécio, derrotado e cambaleante, terá vida difícil pela frente

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    Depois de um breve descanso em sua fazenda em Cláudio, no interior de Minas Gerais – será que ele usou o ilegal “aecioporto”? –, o derrotado cambaleante do PSDB, Aécio Neves, fez a maior cena nesta terça-feira em Brasília. A mídia tucana garantiu os holofotes, com longos minutos de exposição no Jornal Nacional da TV Globo, e os aspones tucanos montaram o circo, com a arregimentação de um bocado de bajuladores. Nas entrevistas, o senador mineiro-carioca afirmou que será o líder do “exército da oposição” e que não dará trégua à presidenta Dilma. Ele só não explicou a surra que levou nas urnas – derrota do PSDB no governo mineiro e duas humilhações do presidenciável no seu próprio estado.
    Segundo relato da Folha tucana, “cercado por militantes e aliados políticos, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) retornou nesta terça-feira à cena política depois da derrota nas eleições para a Presidência da República. Com a promessa de ser o principal líder da oposição no Congresso, o tucano disse que não pretende dialogar com o governo federal se não houver mudanças na postura da presidente Dilma Rousseff e do PT. ‘Eu chego hoje ao Congresso Nacional para exercer o papel que me foi delegado pela grande maioria da população brasileira, por 51 milhões de brasileiros. Vou ser oposição sem adjetivos. Se quiserem dialogar, apresentem propostas que interessem aos brasileiros’, disse”.
    O cambaleante também afirmou que “somos hoje um grande exército a favor do Brasil”. Ao utilizar o linguajar militar, ele talvez tenha feito uma homenagem à horda de fascistas que ocupou a Avenida Paulista, no centro de São Paulo, no sábado (1), pregando o impeachment da presidenta Dilma e a “intervenção militar”. Ainda segundo o jornalão tucano, “ao chegar à entrada principal do Congresso, Aécio foi saudado por cerca de 200 pessoas que aguardavam sua chegada – a maioria delas, militantes e servidores do Legislativo que apoiaram a sua candidatura… Com gritos de ‘Aécio presidente’ e ‘Fora PT’, o tucano arrastou os simpatizantes até a entrada do plenário”. Um show midiático previamente organizado!

    Apesar dos fogos de artifício, da trupe de puxa-sacos e da bondade da mídia, o cambaleante sabe que o seu futuro não será fácil. Ele não conta mais com o bunker mineiro – e até poderá sofrer uma devassa, que revelará os podres do tucanato no Estado. Além disso, o ninho tucano segue conflagrado, com suas bicadas sangrentas. Geraldo Alckmin, governador reeleito de São Paulo com a inestimável ajuda da mídia chapa-branca, deverá jogar água – se ainda houver alguma no Sistema Cantareira – na fogueira de vaidades do pretenso “líder do exército da oposição”. Outro que está na espreita, com seus famosos dossiês, é o eterno candidato José Serra. Os dois paulistas nunca aceitaram a liderança do mineiro.

    Para complicar ainda mais a vida do “novo líder do exército da oposição”, o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou na noite desta terça-feira (4) o pedido de recontagem de votos da eleição apresentado pelo PSDB. A iniciativa golpista foi abortada. Para o procurador-geral eleitoral, Rodrigo Janot, a solicitação de auditoria não possuía qualquer fundamento. “Há que se ter em vista que o pedido formulado não tem lastro em um único indício de fraude, limitando-se a reproduzir comentários feitos em redes sociais”, afirmou no seu parecer ao STF. Para ele, o pedido do PSDB é “temerário” e poderia criar “instabilidade social e institucional”. E o cambaleante ainda se traveste de “líder de um exército”… de derrotados!

    Altamiro Borges


    Fonte:  Notibras