Dados foram compartilhados pelo IBGE
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No segundo trimestre de 2026, 1,1 milhão de brasileiros estavam há pelo menos dois anos procurando trabalho, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (14). O número caiu 15,6% em um ano, mas ainda representa um grupo expressivo de pessoas fora do mercado de trabalho.
O levantamento mostra que, no mesmo período, 1,1 milhão de pessoas procuravam emprego havia menos de um mês. O número é 2,4% menor que o registrado no segundo trimestre de 2025, quando 1,2 milhão de brasileiros estavam nessa situação.
A taxa de desemprego ficou em 5,4% entre abril e junho, uma redução de 0,7 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre, quando estava em 6,1%. Apesar da melhora no indicador, os dados sobre o tempo de procura mostram que parte dos trabalhadores continua enfrentando dificuldades para conseguir uma vaga.
Em relação ao segundo trimestre de 2025, a taxa de desocupação recuou 0,4 ponto percentual. O resultado também foi o menor registrado para o período de abril a junho desde o início da série histórica do IBGE, em 2012.
Entre os Estados, 13 das 27 unidades da Federação tiveram queda na taxa de desocupação na comparação com o trimestre anterior. As maiores reduções ocorreram no Rio Grande do Norte, Paraíba, Acre e Tocantins.
Por outro lado, Amapá registrou a maior taxa de desemprego, com 9,8%, seguido por Bahia, com 9,1%, Pernambuco e Piauí, ambos com 8,3%. Sergipe apareceu na sequência, com 7,9%.
O IBGE também apontou que 12,9% da força de trabalho estava subutilizada no segundo trimestre. O indicador inclui desempregados, pessoas que trabalham menos horas do que gostariam e aquelas que poderiam trabalhar, mas não estavam procurando uma ocupação.
O Piauí apresentou a maior taxa de subutilização, com 26,6%, seguido por Bahia, com 24,4%, e Alagoas, com 23,4%. Santa Catarina teve a menor taxa, de 4,1%, enquanto Rondônia ficou em 6% e Mato Grosso, em 6,1%.
Outro dado analisado pelo instituto foi o desalento, que reúne pessoas que gostariam de trabalhar, mas deixaram de procurar uma vaga. No primeiro trimestre de 2026, esse grupo correspondia a 2,1% da força de trabalho ou da força de trabalho potencial.
Maranhão registrou o maior índice de desalento, com 9,4%, seguido por Alagoas, com 8,1%, e Piauí, com 7%. As menores taxas foram observadas em Santa Catarina, com 0,2%, Espírito Santo, com 0,6%, e Rondônia, com 0,7%.







