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Chuvas trazem alegria e temor no DF. Inmet emite Alerta!

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Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) registrou 150 quedas de árvores, em regiões como o Lago Norte. Foto: Breno Esaki

Jéssica Antunes
jessica.antunes@grupojbr.com

Choveu mais nos oito primeiros dias de novembro do que durante todo outubro. O alívio, esperado aos reservatórios que abastecem o Distrito Federal e que devolve o verde à paisagem, também chega com consequências de destruição. Enquanto brasilienses lidam com alagamentos, árvores caídas, postes danificados, destelhamentos e regiões inteiras sem energia, funcionários da Companhia Energética de Brasília mantêm greve por reajuste salarial.

De acordo com o Governo de Brasília, entre terça-feira e ontem, os telefones de emergência dos órgãos de segurança receberam 458 ligações relacionadas a ocorrências causadas pelas chuvas e ventos. A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) registrou 150 quedas de árvores. Vinte equipes de poda atuaram em 30 pontos diferentes, sendo os mais críticos na Asa Norte e no Lago Norte. Os agentes estão também limparam e desobstruíram bueiros.

O Corpo de Bombeiros recebeu mais de 20 chamados relacionados às chuvas apenas durante a madrugada, especialmente na área norte da cidade. As principais ocorrências foram de árvores caídas e embarcações tombadas e à deriva no Lago Paranoá. Nas ruas, o cenário era de destruição: galhos e lama ao chão, troncos partidos ao meio ou ancorados à rede elétrica, fiação caída, postes danificados, cercas retorcidas e muitos bloqueios no trânsito.

No Sol Nascente, Estrutural, Santa Maria e Ceilândia, houve alagamentos. Em Vicente Pires, além do excesso de água e lama, muros caíram, assim como no Jardim Botânico. Nesses locais, moradores foram orientados a escorar estruturas e edificações. A equipe da Defesa Civil vistoriou localidades mais atingidas.

Apesar dos estragos, não houve registros de feridos, nenhuma casa precisou ser interditada e não há ameaças de desabamentos em virtude dessa tempestade.

“Não existe risco zero em nenhum lugar do mundo”, pondera o coronel Sérgio Bezerra, subsecretário de Defesa Civil. De acordo com ele, perigos dependem da quantidade de chuva em locais de vulnerabilidade. “Regiões vulneráveis A riscos são aquelas onde ocorreu ocupação irregular do solo e não se respeitou a natureza ou técnicas de construção. Há, portanto, risco. Se chover intensamente – e nem precisa ser como a última – alguma coisa pode acontecer”, afirma.

Otimismo apesar de tudo

“A gente precisava de água, de chuva. Nada aconteceu com ninguém, só prejuízo material. As coisas a gente põe no lugar”, relativizou Jesus Miranda, professora de 57 anos. Moradora do Lago Norte, ela foi surpreendida na madrugada com destelhamento.

“Era um vento e uma chuva de filme de terror. As telhas caíram sobre a mesa de vidro, patinhos morreram, as palmeiras ficaram peladas, uma mangueira caiu sobre o carro, os móveis foram destruídos”, conta.

Ela, assim como muitos brasilienses, passaram o dia limpando e colocando a casa em ordem. No Varjão, pelo menos dez casas foram destelhadas. A cabeleireira Regiane Freitas, 30 anos, ri de nervoso ao contar a experiência de ver a casa sem telhas.

“Eu tremia muito, tive muito medo. Pedi socorro à vizinha. Era 1h da madrugada quando começou a cair tudo no quarto, saíram telhas inteiras”, lembra. A cama foi condenada e as seis telhas repostas custaram R$ 300.

Inmet emite alerta sobre perigo

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o índice de precipitação acumulado chegou a 67 milímetros após a tempestade da madrugada de ontem. No mês passado, foram 25,4 mm. A previsão é que o tempo chuvoso se mantenha na semana e, até o fim do mês, a média esperada é de 231 mm.

O Plano Piloto e o Gama foram as regiões mais afetadas pela forte chuva. Apesar de a intensidade dos ventos ter sido de fraca a moderada, duas rajadas mais fortes chamaram a atenção e foram superiores a 50km/h. Para o meteorologista Luiz Cavalcanti, as “rajadas ocasionais” podem explicar os impactos na energia elétrica e árvores em diferentes regiões.

“As rajadas de vento são um movimento instantâneo do vento e acontecem de maneira rápida. Provavelmente foi isso que afetou o sistema de energia e não as chuvas em si”, explica. Ontem, o Inmet emitiu alerta para a área do DF. Fonte: Jornal de Brasília

Informa Tudo DF

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