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Delator revela propina da Gol a Tadeu Filippelli

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Foto: Kléber Lima

Em depoimento à Procuradoria Geral da República (PGR), o doleiro Lúcio Funaro, considerado o operador de propina do PMDB, colocou o ex-vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB) no fogo, ao citar que ele teria recebido propina para ajudar o grupo do empresário Henrique Constantino, da Gol Linhas Aéreas e da Viação Piracicabana, que opera uma das bacias do sistema de transporte público do DF. As informações foram divulgadas pelo DFTV, da TV Globo.

A redução de impostos sobre o combustível de aviação ocorreu em 2013, quando Filippelli era o número 2 do Palácio do Buriti. Na época, o governador Agnelo Queiroz fez grande anúncio, exaltando que a medida atrairia mais voos para Brasília. Dos 25% que eram cobrados, o DF passou a receber apenas 12% do ICMS, o que tornou o abastecimento na capital atrativo para as empresas aéreas, incluindo a Gol, que, conforme a TV Globo noticiou, pagou ao ex-vice-governador.

Na delação, Funaro teria dito que a redução foi um pedido de Constantino a Filippelli. O impacto, ele teria ressaltado ainda, diminuiu sensivelmente os custos de operação para a empresa.

Saiba mais

  • A licitação do transporte público no DF vive entre polêmicas, desde sempre. Recente decisão judicial, inclusive, suspende o certame que dividiu a capital em cinco bacias de operação e renovou a frota. Na época, Filippelli também era o vice-governador do DF e acompanhou de perto todo o processo.
  • No mês passado, o Tribunal de Justiça do DF anulou a licitação referente às linhas de ônibus que atendem às bacias 1, 2 e 4, cujos contratos foram firmados em 2011, entre o Governo do Distrito Federal e as viações Piracicabana, Pioneira e Marechal.

O grupo de Constantino teria se beneficiado ainda dos préstimos do peemedebista, que teria, conforme a reportagem, fraudado a licitação para renovação da frota do transporte público, cuja empresa Piracicabana passou a operar uma das cinco bacias da capital. Neste caso, Funaro diz que o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) teria intermediado a atuação de Filippelli para beneficiar a Piracicabana. O JBr. revelou na época a fraude na licitação com exclusividade.

Até esta publicação, a reportagem não conseguiu contato com Filippelli, cujo celular está sempre na caixa de mensagem. A defesa dele disse à TV Globo que só se pronunciaria quando tivesse acesso a todo o conteúdo em questão. Henrique Constantino não foi localizado e a assessoria de imprensa da Piracicabana não se manifestou até a conclusão da edição.

A delação de Funaro foi homologada pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), mas permanece em sigilo. Nos depoimentos, o operador afirmou que trabalhou na arrecadação de dinheiro para as campanhas do PMDB em 2010, 2012 e 2014 e estima ter conseguido R$ 100 milhões para o partido e siglas coligadas.

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