Brasília: GDF estuda prorrogar pela terceira vez a emergência na saúde

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    DECRETO EMERGENCIAL NA ÁREA DA SAÚDE

    Dos R$ 6,2 bilhões destinados para este ano, R$ 2,6 bilhões já foram empenhados nos primeiros seis meses

    O governo do Distrito Federal estuda prorrogar, pela terceira vez consecutiva, o decreto emergencial na área da saúde. Em janeiro deste ano, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) estendeu a determinação emergencial por mais 180 dias, afim de amenizar os problemas na área. Desde que Rollemberg assumiu o governo em janeiro de 2015, a saúde está sob emergência.

    A crise na área, contudo, parece estar longe do fim. Desde janeiro de 2015, o Distrito Federal luta para sanar os problemas. A falta de leitos, medicamentos e profissionais são as principais dificuldades encontradas por quem depende do sistema de saúde pública da capital do país.

    A situação ficou ainda mais grave com a redução do orçamento destinado à saúde para 2016. …O ano começou com um déficit de R$ 2,5 bilhões em relação ao valor previsto pelo governo para sanar os problemas no setor.

    Dos R$ 6,2 bilhões destinados para este ano, R$ 2,6 bilhões já foram empenhados nos primeiros seis meses. De acordo com a Secretaria de Saúde, a maior parte do valor gasto é destinada a pagamento de pessoal. Apesar disso, a rede sofre com falta de profissionais especializados.

    Desde os primeiros meses do ano, o GDF está com o limite orçamentário no vermelho e sem poder realizar novas contratações por ter excedido os limites permitidos com gasto de pessoal pela Lei de Responsabilidade Fiscal. A lei permite que os governos não ultrapassem o limite de 54% do orçamento com pagamento de salários. Esse limite de verba corrobora para que a rede pública não consiga sair do estado de emergência.

    Nos 18 meses de vigência, a determinação serviu como um elemento facilitador para a área, especialmente no que diz respeito a compras. O decreto permitiu, por exemplo, a aquisição de insumos de forma rápida, sem licitação. O fato resultou no reabastecimento de parte da rede pública em um prazo menor que em um processo regular, que dura em média seis meses. Fonte: JORNAL DESTAK .

    Informa Tudo DF

     

    Apesar da ausência de licitação, os medicamentos adquiridos ainda não conseguiram recompor todos os estoques da farmácia popular. No início de atual gestão, em 2015, a rede estava desabastecida com mais de 400 medicamentos. Atualmente, esse déficit foi reduzido para 57.

     

    Os pacientes que precisam de medicamentos para o tratamento contra o câncer são os que mais sofrem. Faltam também equipamentos para hemodinâmica e ainda para radioterapia nos hospitais públicos da capital.