Transferência de Luiz Estevão para a Papuda, deverá ocorrer nesta quarta-feira

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    Em seu despacho, a juíza disse que “com fundamento no artigo 86 parágrafo 3º da Lei de Execuções Penais, autorizo o ingresso de Luiz Estevão de Oliveira Neto no sistema penitenciário do DF”.

    Leila Cury ainda determinou que ele seja acomodado no bloco 5 do Centro de Detenção Provisória (CDP): “onde, aliás, já permaneceu alocado em cumprimento de parte da pena relativa ao processo distinto.”

    O empresário Luiz Estevão se entregou à polícia do Distrito Federal às 5h40 desta terça-feira (8/3), e foi levado de sua residência, no Lago Sul, para a Divisão de Capturas de Polícia Interestadual (DCPI) do Departamento de Polícia Especializada (DPE). A unidade fica no complexo da corporação no Parque da Cidade. Ele foi conduzido em uma Pajero Dakar prata por uma equipe de três policiais civis, entre os quais o delegado chefe da DCPI, Antonio Dimitrov. Por volta das 9h10, Estevão foi levado para fazer o exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML).

    No DPE, o ex-senador aguarda o momento em que será levado para a Papuda, o que estava previsto para ocorrer após as 14h. Lá, ele será encaminhado para a chamada ala dos vulneráveis. O mandado de prisão foi expedido pela Justiça Federal de São Paulo e já está nas mãos dos policiais civis do DF. Luiz Estevão está acompanhado por seu advogado Marcelo Bessa.Ao chegar na Papuda, Estevão será encaminhado ao Bloco 5 do Centro de Detenção Provisória (CDP), que recebe presos considerados vulneráveis. São internos idosos ou passíveis de extorsão por parte da massa carcerária. As celas são divididas por três ou quatro internos. Entre os presos do local, está o ex-gerente de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolatto.

    Rafaela Felicciano/Metrópoles

    Advogado Marcelo Bessa fala à imprensa sobre prisão do ex-senador Luiz Estevão

    Mandado de prisão
    Na noite desta segunda (7), o juiz Alessandro Diaferia, da 1ª Vara Criminal paulista, determinou a imediata expedição do mandado de prisão contra Luiz Estevão, condenado em 2006 a 31 anos de reclusão por peculato, corrupção ativa, estelionato, formação de quadrilha e uso de documento falso na construção da sede do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP).

    Como os últimos dois crimes prescreveram, a pena de Luiz Estevão, hoje, é de 26 anos. A Justiça Federal de São Paulo também determinou a prisão de Fábio Monteiro de Barros Filho, envolvido no caso.

    A decisão de Diaferia estipulou ainda que o ex-senador fique em alguma unidade prisional do próprio Distrito Federal, “expedindo-se guia de recolhimento provisório ao juízo das execuções penais dessa comarca tão logo seja preso”. Segundo o documento, Monteiro de Barros também começará a cumprir a pena na “Vara de Execuções Penais de seu domicílio”.

    O ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, que presidiu o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), também foi condenado no escândalo do fórum trabalhista. A ação penal contra Estevão, Monteiro de Barros e Nicolau foi conduzida pela 1ª Vara Criminal da Justiça Federal em São Paulo. Fonte: Metropoles.

    Informa Tudo DF