Parlamentares destacam razões para uma prisão humanitária ao ex-presidente
Um grupo de senadores apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (6), um pedido de prisão domiciliar humanitária para o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
A petição é dirigida ao ministro Alexandre de Moraes e afirma que o estado de saúde de Bolsonaro é grave e incompatível com a manutenção da prisão. O texto sustenta que a custódia representa risco concreto à vida do ex-presidente.
O documento é assinado por parlamentares como Tereza Cristina (PP-MS), Wilder Morais (PL-GO) e Magno Malta (PL-ES). Eles alegam que Bolsonaro tem várias enfermidades e necessita de acompanhamento médico contínuo.
– Além das medidas legais já tomadas contra as penas absurdas, apelei, mais uma vez, ao ministro Alexandre de Moraes por um tratamento humanitário ao presidente Bolsonaro. Desta vez, formalizamos o pedido ao STF junto com outros senadores. A cada dia, constatamos novas fragilidades em sua saúde. É uma situação muito séria e preocupante – escreveu Tereza Cristina.
A petição cita ainda a queda sofrida por Bolsonaro na cela da PF, no dia 6 de janeiro de 2026. De acordo com o texto, ele bateu a cabeça após uma crise e ficou vulnerável até a chegada de socorro, o que indicaria falha na vigilância.
Outro ponto mencionado são crises de soluços persistentes, que exigiriam ajustes frequentes de medicação e atenção médica constante. Os parlamentares afirmam que a falta de acompanhamento permanente expõe Bolsonaro a risco imediato e pode gerar responsabilidade do Estado em caso de agravamento do quadro.






