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Polícia apreende quase meio milhão em dinheiro em operação contra filho de governador

PF apreendeu fortuna em libras, euros, dólares e reais durante a Operação Motor de Lama

A estimativa da Polícia Federal é que montante chegue a R$ 500 mil

A PF (Polícia Federal) encontrou, durante a Operação Motor de Lama, sétima fase da Lama Asfáltica, nesta terça-feira (24), dinheiro em libras, euros, dólares e reais. Estima-se que a quantia chegue a R$ 500 mil, segundo a corporação.

Foram expedidos 19 mandados de busca e apreensão, restrição de liberdade e sequestro de valores e a investigação gira em torno de suposta fraude nas contratações de emissão de CNH (Carteira Nacional de Habilitação), vistoria veicular e aquisição fictícia de produtos, encabeçadas pelo Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul). Há suspeita de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Filho do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), Rodrigo Souza e Silva é um dos alvos e teve o escritório vistoriado nesta manhã, além de medida restritiva de direito. No entanto, ainda não foi detalhado como será tal medida.

A Polícia Federal apreendeu aproximadamente meio milhão de reais em espécie durante o cumprimento dos 11 mandados de busca e apreensão na Operação Motor de Lama, denominação da 7ª fase da Lama Asfáltica, deflagrada nesta terça-feira. Um dos alvos da ofensiva, que apura esquema de corrupção no Detran (Departamento Estadual de Trânsito), é o advogado Rodrigo Souza e Silva, filho de Reinaldo Azambuja (PSDB).

Conforme balanço divulgado pela Superintendência Regional da PF, foram encontrados US$ 49 mil (o equivalente a R$ 263 mil na cotação de hoje), 11.645 euros (R$ 74,5 mil) e 795 libras esterlinas (R$ 5,7 mil). “O montante ainda está sendo contabilizado, mas acredita-se que seja equivalente a cerca de R$ 500.000,00”, informou a assessoria.

Além dos 11 mandados, o juiz Bruno Cezar da Cunha Teixeira, da 3ª Vara Federal de Campo Grande, determinou o bloqueio de R$ 40 milhões dos envolvidos no esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas no Detran.

Os policiais estiveram na casa de Rodrigo e no escritório de advocacia Ferreira e Novaes Sociedade de Advogados, que foi citado como o local onde o herdeiro do tucano gerenciava o esquema de propina JBS, conforme denúncia da subprocuradora-geral da República, Lindôra de Araújo. A presença da operação no local foi revelada pelo Midiamax.

Outro alvo foi o engenheiro Quirino Picoli, que já foi alvo de outras fases da Operação Lama Asfáltica. Ele é citado como um dos intermediários do empresário João Amorim, que não foi alvo desta ofensiva, mas chegou a ficar preso por um ano e 21 dias.

De acordo com a CGU (Controladoria-Geral da União), os empresários da área de informática enviaram remessas clandestinas de valores para o exterior. “Além de investigar os desvios de recursos públicos por meio de direcionamento de licitações públicas em contratações de serviço de vistoria veicular, o trabalho apura também o repasse de recursos ilícitos e utilização de ‘laranjas’ para ocultação patrimonial”, destacou o órgão.

Operação Motor de Lama apreendeu valor em dólar, euro e libra esterlina (Foto: Divulgação)

A corrupção é um dos motivos para o sul-mato-grossense pagar pelo serviço de vistoria veicular um dos maiores valores do País. “O foco da investigação foi um contrato de vistoria veicular que atende todo o Mato Grosso do Sul, o qual conta com uma frota de mais de 1,6 milhão de veículos”, informou.

“Assim, o direcionamento da contratação impede que os preços se tornem vantajosos para o Estado, levando a um impacto que se reflete nos preços cobrados da população quando há necessidade de realizar uma vistoria veicular”, destacou a CGU.