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Planalto afirma não ter registros de reunião Vorcaro com Lula

Lula e Daniel Vorcaro Fotos: PR/Ricardo Stuckert | Márcio Gustavo Vasconcelos /CC0
Lula e Daniel Vorcaro Fotos: PR/Ricardo Stuckert | Márcio Gustavo Vasconcelos /CC0

Resposta ocorre após pedido da imprensa feito via Lei de Acesso à Informação

Em resposta a um pedido feito no âmbito da Lei de Acesso à Informação, a Presidência da República afirmou não ter feito nenhum registro da reunião do banqueiro Daniel Vorcaro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrida no Palácio do Planalto no dia 4 de dezembro de 2024, nem das demais realizadas pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega enquanto atuava como consultor do Banco Master.

– Destacamos que não foram produzidas atas, registros, filmagens, gravações ou outros documentos da espécie das referidas reuniões – declarou a Presidência.

A solicitação das informações havia sido feita pela coluna de Andreza Matais no portal Metrópoles em janeiro deste ano. No pedido, a jornalista pedia acesso a “todas as atas, registros, listas de participantes, e-mails, filmagens, gravações de áudio e documentos, estudos ou apresentações recebidos ou entregues durante as reuniões realizadas pelo servidor Marco Aurélio Santana Ribeiro com o sr. Guido Mantega no Palácio do Planalto”.

A devolutiva do Planalto foi tornada pública pela coluna nesta quarta-feira (11).

Enquanto trabalhava como consultor do Master, Mantega se reuniu ao menos quatro vezes com o chefe do gabinete do presidente Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Os encontros ocorreram nos dias 22 de janeiro, 1º de abril, 29 de outubro e 4 de dezembro de 2024.

Já Vorcaro, fundador do banco investigado por fraudes financeiras, esteve no Planalto ao menos três vezes entre 2023 e 2024. Nenhuma das reuniões constam na agenda oficial.

Entretanto, o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reconheceu, em entrevista ao portal UOL, ter estado presente na reunião com Vorcaro no dia 4 de dezembro.

– Eu chamei o [presidente do Banco Central, Gabriel] Galípolo, chamei [o ministro da Casa Civil] Rui Costa, que é da Bahia, que conhecia ele, e ele então me contou da perseguição que estava sofrendo, que tinha gente interessada em derrubar ele, não sei das quantas. O que eu disse pra ele: ‘Não haverá posição política pró ou contra o Banco Master.’ O que haverá será uma investigação técnica, feita pelo Banco Central. Foi essa a conversa. Você fique tranquilo, que a política não entrará na investigação do seu banco, o que entrará será a competência técnica do Banco Central – declarou o presidente.

A reportagem afirmou que recorrerá da negativa do Planalto ao pedido de acesso à informação.