Nikolas Ferreira, Alexandre Ramagem e Carlos Bolsonaro questionaram ocorrido com aliado de Daniel Vorcaro
Após a Polícia Federal (PF) divulgar, nesta quarta-feira (4), que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e apontado como aliado do banqueiro Daniel Vorcaro, teria tentado tirar a própria vida, políticos de oposição ao governo Lula passaram a levantar questionamentos sobre o caso nas redes sociais. Mourão está atualmente em protocolo de morte cerebral.
O episódio ocorreu na Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais e rapidamente gerou reações de parlamentares e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre os que se manifestaram estão o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) e o ex-deputado Alexandre Ramagem (PL), que atualmente está nos Estados Unidos.
Nikolas criticou a condução do caso e questionou quem seria responsável por uma eventual perícia caso a morte de Mourão venha a ser confirmada. Em publicação nas redes sociais nesta quarta, o deputado demonstrou ceticismo com a hipótese de a Polícia Federal ser responsável pela análise do ocorrido, especialmente em razão da divulgação desencontrada de informações sobre a morte de Sicário.
– O sicário do Vorcaro tá vivo no hospital João XXIII em BH, mas muito mal. Só um milagre pra ele sobreviver. Mas fato é: porque divulgaram que ele já estava morto? E mais: quem fará a perícia da “tentativa de suicídio”? A PF? A mesma que disse que ele estava morto, mas que está vivo? E se ele morrer, quem fará a perícia? A mesma PF também? Que várzea – questionou o deputado.

Ramagem, que já foi delegado da própria PF, também demonstrou desconfiança em relação à versão apresentada. Segundo ele, a hipótese de suicídio seria “altamente improvável”. O ex-deputado associou o episódio a situações que, na visão dele, costumam surgir em momentos de crise política, citando que mortes e acidentes costumam ocorrer em contextos de disputas ou revelações de crimes.
– Um preso (recém custodiado) sob a responsabilidade da PF, portanto, do Estado, possui dever especial de guarda e proteção, inclusive contra atos praticados por si mesmo. Cometeu suicídio? Altamente improvável. É o padrão em crises pela revelação da alta criminalidade desse sistema. Surgem as quedas de helicópteros, explosões de aviões, sequestro e morte de prefeitos, queimas de arquivo, destruição de adversários – apontou.

Carlos Bolsonaro também comentou o caso. Em tom irônico, o filho do ex-presidente publicou nas redes sociais que “ainda bem que tudo não passa de uma coincidência”, insinuando suspeitas sobre o ocorrido.

Mourão aparece nas investigações da Operação Compliance Zero, que apura supostas irregularidades envolvendo o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. De acordo com a Polícia Federal, ele seria responsável por atividades de vigilância, coleta de informações e monitoramento de pessoas consideradas adversárias do banqueiro.
Mensagens obtidas pelos investigadores indicam ainda que Mourão teria participado de conversas com Vorcaro sobre um plano para simular um assalto contra o jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo. O objetivo, segundo as investigações, seria intimidar o profissional.
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