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“O show de Janja custa caro”, afirma Estadão em editorial

Jornal expôs que eventos paralelos ao G20 custaram mais que própria cúpula

Em editorial intitulado O Show de Janja Custa Caro, o jornal O Estado de S. Paulo expôs que os eventos paralelos à Cúpula do G20 no Rio de Janeiro, que tiveram a liderança da primeira-dama Janja da Silva na organização, custaram “muito mais” do que a própria reunião entre os chefes de Estado.

De acordo com levantamento feito via Lei de Acesso à Informação, o G20 Social e o festival de música Ação Global Contra a Fome e a Pobreza, que ganhou apelido de Janjapalooza, obtiveram R$ 27,2 milhões e R$ 28,3 milhões, respectivamente. Já a cúpula dos chefes de Estado mundiais custou R$ 13 milhões.

Janja no festival de música Ação Global Contra a Fome e a Pobreza Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O periódico ainda criticou o engajamento milionário de estatais nos projetos, que doaram juntas um total de R$ 83,45 milhões. Participaram do contrato de cooperação com a Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), o Banco do Brasil (BB), a Caixa Econômica Federal (Caixa), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Petrobras.

– Sob o beneplácito do presidente da República, Janja fez da Cúpula do G20, evento de importância estratégica para o Brasil, uma vitrine para a promoção de interesses pessoais e partidários. Ademais, o desvio de foco e a submissão das direções do BB, da Caixa, do BNDES, da Petrobras e de Itaipu Binacional ao governo de turno expõem a renitente fragilidade da gestão pública no país, que, ao que parece, se deixa degradar em prol de uma agenda política particular – disse o jornal.

Embora não tenha assinado o contrato de cooperação, a Itaipu Binacional, onde Janja trabalhou, também fez doações para os eventos, que somaram R$ 15 milhões.

O veículo de imprensa finalizou sua crítica observando que o Brasil não merece a “condenação perpétua ao patrimonialismo que o aferra ao atraso”.

– Merece um governo com responsabilidade e compromisso com o bem comum, não com a defesa de projetos pessoais, partidários ou ideológicos – concluiu.

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