Entre tradição, criatividade e um olhar cada vez mais atento à sustentabilidade, o 21º Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras se consolida como uma das principais iniciativas nacionais dedicadas ao setor. A abertura ocorreu nesta quarta-feira (1º), e o evento segue até domingo (5), no Pavilhão do Parque da Cidade, com a presença de diversos estados.
No estande da Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF), 40 artesãs e manualistas — empreendedoras selecionadas pelo projeto Cerrado Feminino e por grupos do segmento — encantam o público com produtos que unem talento, tradição e identidade.
A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, destacou que o Salão do Artesanato é considerado uma das principais vitrines para a produção da capital, reunindo peças que expressam a diversidade cultural, a identidade e a criatividade dos profissionais locais. “A iniciativa fortalece a economia criativa, amplia oportunidades de comercialização e promove o reconhecimento do artesanato como patrimônio cultural e turístico do DF”, afirmou.
A entrada é gratuita e conta com o apoio do Governo do Distrito Federal (GDF), do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Memp), do Sebrae-DF, do Senac-DF e dos governos de Minas Gerais e Goiás. No local, é possível encontrar biojoias, bolsas, bonecas, bordados, costura criativa, crochê e peças de decoração — criações que carregam histórias de vida e representam o empreendedorismo feminino e a autonomia econômica das expositoras.
O salão reúne 21 estados e o Distrito Federal em uma grande vitrine da produção artesanal brasileira, com exposição e comercialização de cerca de 100 mil peças, além de oficinas, gastronomia e programação cultural para toda a família. Participam presencialmente mais de 500 artesãos, além de associações e coletivos que ampliam o alcance da iniciativa. Entidades como a Confederação Brasileira de Artesãos (Conart) e a Confederação Nacional dos Artesãos do Brasil (Cnarts) também marcam presença.
O evento celebra a diversidade cultural do país e o talento de quem produz arte com as próprias mãos. A programação inclui oficinas de artesanato e gastronomia, apresentações musicais, praça de alimentação, brinquedoteca e áreas de descanso, reunindo famílias e visitantes de todas as idades.
Empreendedorismo feminino
O estande da SMDF no 21º Salão do Artesanato apresenta resultados das ações voltadas a mulheres de todo o DF, com capacitações e projetos que valorizam o empreendedorismo. A pasta investe continuamente em iniciativas de apoio, com qualificação técnica e parcerias institucionais para ampliar o acesso ao crédito.
Também oferece espaços de acolhimento e orientação para negócios, assistência às mulheres e programas de inserção no mercado de trabalho, com foco na elaboração de currículos, redes de apoio e empregabilidade.
“Estamos aqui representando a Secretaria da Mulher, que tem feito muito pelas artesãs da cidade. Convido a população a vir conhecer as peças exclusivas apresentadas neste salão. Essa é uma oportunidade única”, disse a expositora de costura criativa Valéria Lamounier, de 59 anos.
Realizado em Brasília desde 2008, o Salão do Artesanato soma 17 edições na capital e quatro em São Paulo. Um dos maiores eventos do segmento no país, reúne anualmente produções de todas as regiões brasileiras, com apoio do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB) e do Sebrae.


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