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Moraes ameaça prender Aldo Rebelo por desacato no STF

Moraes ameaça prender Aldo Rebelo por desacato no STF Houve bate-boca entre os dois Pleno.News - 23/05/2025 16h23 | atualizado em 23/05/2025 17h36 Aldo Rebelo, ex-ministro da Defesa Foto: Wilson Dias/Agência Brasil O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ameaçou prender o ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo depois de um bate-boca entre os dois. Rebelo tinha dito que a frase do ex-comandante Almir Garnier – sobre “deixar à disposição” do ex-presidente Jair Bolsonaro as tropas em caso de uma tentativa de golpe – “não pode ser tomada literalmente”. – É preciso levar em conta que, na língua portuguesa, usamos a força da expressão. A força da expressão nunca pode ser tomada literalmente. Quando alguém diz estou frito não quer dizer que está numa frigideira – afirmou. Leia também 1 Ao STF, Mourão diz que não soube de nenhuma reunião "golpista" 2 Líder do MST pode entrar na disputa pela presidência do PT 3 Lula sanciona a lei que institui o Dia Nacional do Brega 4 Moraes ameaça prender Aldo Rebelo e Malafaia reage: 'Ditador' 5 Líder da oposição da Venezuela é sequestrado por Nicolás Maduro O ex-ministro, então, foi repreendido por Moraes. – O senhor estava na reunião quando o almirante Garnier falou essa expressão? – perguntou o ministro. Rebelo respondeu negativamente. – Então, o senhor não tem condição de avaliar a língua portuguesa naquele momento. Atenha-se aos fatos – repreendeu Moraes. Rebelo retrucou: – A minha apreciação da língua portuguesa é minha e não admito censura. Moraes então ameaçou prender o ex-ministro. – Se o senhor não se comportar, o senhor vai ser preso por desacato – respondeu o magistrado. A discussão ocorreu durante audiência que faz parte da ação penal sobre suposto golpe de Estado, no STF, nesta sexta-feira (23). Rebelo é testemunha do réu Garnier. Houve ainda mais entreveros durante essa audiência. A defesa de Garnier, feita pelo advogado Demóstenes Torres, perguntou se a Marinha teria condições para dar golpe de Estado. Moraes, então, repreendeu a defesa. – Aldo Rebelo é um historiador, é uma pessoa inteligente. Ele sabe que em 64 não foi ouvida toda a cadeia de comando para se dar o golpe militar. Não podemos fazer conjecturas fora da realidade. Não pode perguntar algo que ele não tem conhecimento técnico. Ele é um civil, que foi ministro da Defesa, mas é um civil – afirmou Moraes. Gonet perguntou se Rebelo acreditava que sem adesão do Exército, a Marinha teria condições de promover condições de ruptura de normalidade institucional. A defesa de Garnier reclamou do que seria uma pergunta opinativa. Pensando ter o microfone silenciado, o áudio de Gonet escapou. – Fiz uma cagada – afirmou o procurador. Rebelo afirmou que Garnier não poderia mobilizar tropas da Marinha sozinho. Também disse que, sem a capilaridade do Exército, essa Força não seria capaz de consolidar um golpe de Estado no Brasil. *Com informações AE
Moraes ameaça prender Aldo Rebelo por desacato no STF Houve bate-boca entre os doisPleno.News - 23/05/2025 16h23 | atualizado em 23/05/2025 17h36Aldo Rebelo, ex-ministro da Defesa Foto: Wilson Dias/Agência Brasil O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ameaçou prender o ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo depois de um bate-boca entre os dois. Rebelo tinha dito que a frase do ex-comandante Almir Garnier – sobre “deixar à disposição” do ex-presidente Jair Bolsonaro as tropas em caso de uma tentativa de golpe – “não pode ser tomada literalmente”.– É preciso levar em conta que, na língua portuguesa, usamos a força da expressão. A força da expressão nunca pode ser tomada literalmente. Quando alguém diz estou frito não quer dizer que está numa frigideira – afirmou.Leia também 1 Ao STF, Mourão diz que não soube de nenhuma reunião "golpista" 2 Líder do MST pode entrar na disputa pela presidência do PT 3 Lula sanciona a lei que institui o Dia Nacional do Brega 4 Moraes ameaça prender Aldo Rebelo e Malafaia reage: 'Ditador' 5 Líder da oposição da Venezuela é sequestrado por Nicolás MaduroO ex-ministro, então, foi repreendido por Moraes.– O senhor estava na reunião quando o almirante Garnier falou essa expressão? – perguntou o ministro.Rebelo respondeu negativamente.– Então, o senhor não tem condição de avaliar a língua portuguesa naquele momento. Atenha-se aos fatos – repreendeu Moraes.Rebelo retrucou:– A minha apreciação da língua portuguesa é minha e não admito censura.Moraes então ameaçou prender o ex-ministro.– Se o senhor não se comportar, o senhor vai ser preso por desacato – respondeu o magistrado.A discussão ocorreu durante audiência que faz parte da ação penal sobre suposto golpe de Estado, no STF, nesta sexta-feira (23). Rebelo é testemunha do réu Garnier.Houve ainda mais entreveros durante essa audiência. A defesa de Garnier, feita pelo advogado Demóstenes Torres, perguntou se a Marinha teria condições para dar golpe de Estado. Moraes, então, repreendeu a defesa.– Aldo Rebelo é um historiador, é uma pessoa inteligente. Ele sabe que em 64 não foi ouvida toda a cadeia de comando para se dar o golpe militar. Não podemos fazer conjecturas fora da realidade. Não pode perguntar algo que ele não tem conhecimento técnico. Ele é um civil, que foi ministro da Defesa, mas é um civil – afirmou Moraes.Gonet perguntou se Rebelo acreditava que sem adesão do Exército, a Marinha teria condições de promover condições de ruptura de normalidade institucional. A defesa de Garnier reclamou do que seria uma pergunta opinativa. Pensando ter o microfone silenciado, o áudio de Gonet escapou.– Fiz uma cagada – afirmou o procurador.Rebelo afirmou que Garnier não poderia mobilizar tropas da Marinha sozinho. Também disse que, sem a capilaridade do Exército, essa Força não seria capaz de consolidar um golpe de Estado no Brasil.*Com informações AE

Houve bate-boca entre os dois

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ameaçou prender o ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo depois de um bate-boca entre os dois. Rebelo tinha dito que a frase do ex-comandante Almir Garnier – sobre “deixar à disposição” do ex-presidente Jair Bolsonaro as tropas em caso de uma tentativa de golpe – “não pode ser tomada literalmente”.

– É preciso levar em conta que, na língua portuguesa, usamos a força da expressão. A força da expressão nunca pode ser tomada literalmente. Quando alguém diz estou frito não quer dizer que está numa frigideira – afirmou.

O ex-ministro, então, foi repreendido por Moraes.

– O senhor estava na reunião quando o almirante Garnier falou essa expressão? – perguntou o ministro.

Rebelo respondeu negativamente.

– Então, o senhor não tem condição de avaliar a língua portuguesa naquele momento. Atenha-se aos fatos – repreendeu Moraes.

Rebelo retrucou:

– A minha apreciação da língua portuguesa é minha e não admito censura.

Moraes então ameaçou prender o ex-ministro.

– Se o senhor não se comportar, o senhor vai ser preso por desacato – respondeu o magistrado.

A discussão ocorreu durante audiência que faz parte da ação penal sobre suposto golpe de Estado, no STF, nesta sexta-feira (23). Rebelo é testemunha do réu Garnier.

Houve ainda mais entreveros durante essa audiência. A defesa de Garnier, feita pelo advogado Demóstenes Torres, perguntou se a Marinha teria condições para dar golpe de Estado. Moraes, então, repreendeu a defesa.

– Aldo Rebelo é um historiador, é uma pessoa inteligente. Ele sabe que em 64 não foi ouvida toda a cadeia de comando para se dar o golpe militar. Não podemos fazer conjecturas fora da realidade. Não pode perguntar algo que ele não tem conhecimento técnico. Ele é um civil, que foi ministro da Defesa, mas é um civil – afirmou Moraes.

Gonet perguntou se Rebelo acreditava que sem adesão do Exército, a Marinha teria condições de promover condições de ruptura de normalidade institucional. A defesa de Garnier reclamou do que seria uma pergunta opinativa. Pensando ter o microfone silenciado, o áudio de Gonet escapou.

– Fiz uma cagada – afirmou o procurador.

Rebelo afirmou que Garnier não poderia mobilizar tropas da Marinha sozinho. Também disse que, sem a capilaridade do Exército, essa Força não seria capaz de consolidar um golpe de Estado no Brasil.

*Com informações AE