
Em aparente defesa do ditador Nicolás Maduro, da Venezuela, o presidente petista Lula da Silva, publicou recentemente que os bombardeios em território venezuelano e a captura do presidente venezuelano pelos Estados Unidos ultrapassam uma “linha inaceitável”.
Lula, que já recebeu Maduro no Brasil sem fazer qualquer menção às reiteradas violações de direitos humanos atribuídas ao regime chavista, voltou a adotar um discurso de proteção política ao aliado. À época da visita oficial, o petista chegou a minimizar as acusações contra o ditador venezuelano e, nas entrelinhas, afirmou que Maduro “não era um homem mau” — declaração registrada em vídeo.
Em publicação na rede social X (antigo Twitter), Lula condenou de forma veemente as ações dos Estados Unidos, classificando-as como uma “afronta gravíssima à soberania da Venezuela” e um “precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”.
Dívida da Venezuela com Brasil passa R$ 10 bilhões; calote já dura 7 anos
Além dos fatos preocupantes, a Venezuela acumula uma dívida bilionária com o Brasil, referente a financiamentos e empréstimos concedidos principalmente durante governos Petistas, muitos deles intermediados pelo BNDES. Grande parte desses valores permanece sem quitação, o que gera críticas sobre a tolerância do governo petista de Lula com o regime de Maduro, mesmo diante do prejuízo aos cofres públicos nacionais.
O posicionamento do presidente Petista chama atenção por não mencionar o histórico de autoritarismo do Ditador venezuelano, marcado por perseguição a opositores, denúncias de fraudes eleitorais e repressão à imprensa. Regime Maduro, vale lembrar, também é devedor de bilhões de reais ao Brasil, referentes a empréstimos concedidos durante governos petistas.
Na mesma publicação, o petista Lula argumentou que ataques em violação ao direito internacional abrem caminho para um cenário de violência e caos global, onde a lei do mais forte se impõe sobre o multilateralismo.
O silêncio de Lula sobre os abusos cometidos pelo regime de Maduro, contrastando com a dureza das críticas aos Estados Unidos, reforça questionamentos sobre a coerência do discurso do governo brasileiro em defesa da democracia e dos direitos humanos.
O petista Lula ainda defendeu uma resposta “vigorosa” da comunidade internacional por meio da Organização das Nações Unidas (ONU).
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