Com isso, o tenente-coronel encerra a carreira na ativa
O comandante do Exército, Tomás Paiva, autorizou nesta terça-feira (27) a aposentadoria antecipada do tenente-coronel Mauro Cid, em Brasília. Ele é ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro e foi condenado pelo STF no caso da trama golpista.
Com a decisão, Cid terá de deixar o imóvel funcional onde mora no setor militar urbano. Ele também não poderá ser promovido e encerra a carreira na ativa.
Mesmo aposentado, o militar poderá trabalhar em outra área. Ele manterá o plano de saúde e receberá salário proporcional ao tempo de serviço.
A aposentadoria antecipada é permitida a militares com mais de 20 anos de carreira. O “pedido de baixa” foi analisado por uma comissão e aprovado pelo Comando do Exército.
A carreira de Cid estava suspensa enquanto o processo tramitava no Supremo. Nesse período, ele não podia ser promovido e teve o nome retirado das listas por antiguidade e merecimento.
Após acordo de delação premiada, Cid foi condenado a dois anos de prisão em regime aberto. Ele começou a cumprir a pena em novembro e teve a tornozeleira eletrônica retirada por decisão do ministro Alexandre de Moraes.
Mesmo assim, segue proibido de sair de Brasília, de circular à noite e nos fins de semana, de usar redes sociais e de manter contato com outros réus, incluindo Jair Bolsonaro. A informação foi divulgada pelo SBT News e confirmada pelo jornal O Globo.







