O USS Gerald R. Ford é o maior porta-aviões do país
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta sexta-feira (13) que seu país enviará seu maior porta-aviões, o USS Gerald R. Ford, do Caribe — onde fez parte de uma ampla operação contra o narcotráfico — para a área do Oriente Médio, em meio a uma renovada pressão de Washington sobre o Irã.
Este movimento ocorre depois que Trump disse, no início da semana, ao site Axios que estaria considerando enviar um segundo porta-aviões ao Oriente Médio caso fracassem as negociações com o Irã sobre seu programa nuclear, reiniciadas de maneira indireta há alguns dias.
Questionado por jornalistas na Casa Branca, o mandatário afirmou que, se não houver um acordo com Teerã, o porta-aviões Ford seria “necessário”.
– Se não tivermos um acordo, precisaremos dele (o Ford). Se tivermos um acordo, ele irá embora. Irá embora muito em breve. Temos um lá fora que acabou de chegar. Se precisarmos, o usaremos. Nós o temos pronto, uma força muito grande – afirmou.
Espera-se que o Gerald R. Ford e seu grupo de escolta iniciem a viagem nos próximos dias para se juntar ao grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln no Golfo Pérsico, segundo autoridades americanas citadas pelo The New York Times e pelas emissoras ABC e Fox News.
Consultado pela Agência EFE, o Pentágono recusou-se a confirmar as novas ordens e não forneceu detalhes da operação.
O Gerald R. Ford seria o segundo porta-aviões a ser enviado à região depois do Abraham Lincoln, que chegou ao Oriente Médio com seu grupo de escolta há mais de duas semanas.
O presidente americano esclareceu ontem que não falou com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, sobre a possível suspensão do diálogo com os líderes iranianos, mas advertiu que, caso um pacto não seja fechado, Washington ativará uma segunda fase, “muito dura” para Teerã.
O Gerald R. Ford, o maior navio de seu tipo da Marinha americana, iniciou seu deslocamento extraordinário em junho do ano passado e foi enviado do Mediterrâneo para o Caribe, onde começou sua missão em meados de novembro como parte da campanha de pressão sobre o então governo de Nicolás Maduro na Venezuela.
Os aviões de combate da frota do Gerald R. Ford participaram do ataque de 3 de janeiro a Caracas, no qual foram capturados o agora deposto Maduro e sua esposa, Cilia Flores.
Espera-se que o porta-aviões não retorne ao seu porto de origem na Virgínia até o final de abril ou início de maio, semanas após seu período programado em dique seco para grandes reparos, informa o New York Times.






