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Instituições assinam ACT para continuidade do Programa Produtor de Água no Pipiripau

Nesta terça-feira (07/11), a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) assinou novo Acordo de Cooperação Técnica – ACT com outras 13 instituições governamentais para continuidade do Programa Produtor de Água no Pipiripau. 

Segundo o coordenador de apoio ao sistema de gerenciamento de recursos hídricos do DF, Wendel Lopes, a assinatura da ACT é um marco. “Estamos muito felizes, pois ele é essencial para a continuidade do projeto. Ao todo, já foram investidos mais de 30 milhões em serviços ambientais na bacia. É um projeto reconhecido nacional e internacionalmente”, comemorou.

Implementado em julho de 2012, quando o atual diretor da Adasa, Vinícius Benevides ocupava a presidência, o projeto orienta, incentiva e apoia os produtores rurais na promoção da sustentabilidade hídrica da bacia, por meio de práticas que favoreçam a penetração da água no solo, aumentando a recarga do fluxo de base e a disponibilidade de água na época de seca.

Na celebração do novo ACT, compuseram dispositivo junto ao diretor-presidente da Adasa, Raimundo Ribeiro, o diretor-presidente da ANA, Maurício Abijaodi Lopes Vasconcellos; o diretor de Regulação e Meio Ambiente da CAESB, Haroldo Toti; os diretores da Adasa Vinícius Benevides, Apolinário Rebelo, Felix Palazzo e Rogério Rosso; o Presidente do Departamento de Estradas e Rodagem do Distrito Federal – DER, Fauzi Nacfur Júnior; o presidente da EMATER/DF Cleison Medas Duval; o chefe-geral substituto da Embrapa Cerrados, Chang Wilches; o presidente do IBRAM, Rôney Tanios Nemer; o diretor presidente da Rede Pede Planta, Erli Ferreira Gomes; a Vice-Presidente da rede de sementes do Cerrado, Anabela Gomes; o secretário de Agricultura e Desenvolvimento Rural do DF, Fernando Antonio Rodriguez; o secretário de Meio Ambiente e Proteção Animal do DF, Antônio Gutemberg Gomes de Souza;  o Diretor de Conservação – Programa Brasil da TNC, Rodrigo Spuri Tafner de Moraes; e o professor da Universidade de Brasília, Ricardo Gaspar.

Após a assinatura do acordo de cooperação, as autoridades aproveitaram a ocasião para destacar a importância desse projeto que, além de promover o papel do produtor rural no aumento da quantidade e qualidade de água no DF, é um exemplo de trabalho coletivo, transversal, que envolve 14 instituições em torno do bem mais precioso da humanidade: a água.

“Isso aqui não é apenas um ACT, essa assinatura mostra o exercício da transversalidade. Não é fácil fazer um acordo ouvindo a parte jurídica de 14 órgãos e tendo um diálogo fino com a União”, pontuou o secretário de meio ambiente, Antonio Gutemberg.

Segundo o diretor de regulação e meio ambiente da CAESB, o Pipiripau é uma experiência bastante exitosa e deve ser replicada em outras bacias. “É um grande prazer participar desse projeto, pois isso equivale a criar água. Temos um exemplo notável com o Pipiripau e estamos prontos para repetir isso, com a ajuda de todos os nossos parceiros, na Bacia do Descoberto. Já iniciamos o chamamento público para isso, em áreas desprotegidas”, destacou Toti.

O presidente da Emater explicou o papel desempenhado junto aos produtores, compreendendo seus desafios em termos de produção, questões sociais e ambientais. “Trabalhamos em três dimensões essenciais: economia, social e ambiental, considerando também as dificuldades enfrentadas pelas famílias e em colaboração com várias instituições para alcançar nossos objetivos. Sabemos que a pressão urbana é grande, mas devemos cuidar do que temos hoje, e os agricultores são fundamentais nesse processo. Este é um projeto importante, e cada parceiro desempenha um papel crucial na busca por soluções para a escassez de água em nossa região”, reforçou Duval.

Para o presidente do IBRAM, não é possível falar de água sem falar de Cerrado. “E a gente está à disposição para qualquer projeto que seja para reflorestamento ou para preservação do Cerrado”, completou Roney Nemer.

O secretário de agricultura lembrou que há muita água no DF, mas que é preciso usá-la de maneira eficiente. “E o maior desafio é justamente buscar soluções para garantir água para os produtores rurais, envolvendo-os neste processo de preservação, manutenção e uso racional dos recursos hídricos. E isso vai muito além do plantio de árvores e reflorestamento. Envolve, principalmente, a conscientização sobre o ciclo hidrológico e a compreensão sobre os processos de captação de água da chuva, tanto no solo quanto nas camadas subterrâneas”, lembrou Rodriguez.

Segundo o professor da UNB, Ricardo Gaspar, a cooperação viabiliza a oportunidade de colocar estudantes e profissionais universitários para atuar nesse tipo de projeto. “Nossos estudantes atuam nessas áreas, realizando monitoramento geológico e propondo estratégias para aprimorar a recuperação desses espaços com o objetivo de elevar tanto a qualidade ambiental quanto a qualidade social”, afirmou.

O diretor-presidente da ANA acredita que o programa produtor de água não promove apenas o aumento quantitativo e qualitativo da água, mas a conscientização sobre a importância desse recurso vital. “Este programa tem um impacto social significativo, reduzindo enchentes e melhorando o saneamento rural. Ao implementá-lo, especialmente nas nascentes, berço das águas do país, enfatizamos a preservação dessas fontes naturais, a restauração das áreas de mata ciliar e a proteção permanente desses ecossistemas vitais. A próxima etapa importante é quantificar esses benefícios para buscar novas parcerias com órgãos governamentais, setor privado e sociedade civil para fortalecer o programa. Este é o momento propício para planejar nosso futuro e definir metas”, enfatizou Vasconcellos.

Para finalizar o evento, o diretor-presidente da Adasa lembrou que a participação ativa da população é crucial. “Muitas vezes, a sociedade deseja contribuir, mas precisa ser informada e motivada. Quando fui secretário de justiça, promovemos uma campanha no Piauí que resultou na arrecadação de 54 toneladas de alimentos em apenas 21 dias, demonstrando a solidariedade e o desejo da sociedade em participar”, contou.

Ribeiro, destacou ainda a importância da colaboração entre diversos setores. “A água é um recurso valioso, e todos nós desempenhamos um papel importante na sua valorização. Quero parabenizar não apenas os envolvidos nesse trabalho, mas também a sociedade por sua disposição em ajudar a melhorar o aproveitamento desse recurso tão precioso. É um privilégio estar ao lado de parceiros e colegas que compartilham da mesma visão”, concluiu.

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Fonte: Adasa – Assessoria de Comunicação e Imprensa (ACI)

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