Assessor trabalha com Talíria Petrone (PSOL) desde 2019. Operação mirou a exploração sexual de jovens e adolescentes no RJ
O chefe de gabinete da deputada federal reeleita Talíria Petrone (PSol-RJ) no Rio de Janeiro foi preso nesta quarta-feira (28/10), durante uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro para desmantelar uma quadrilha acusada de produzir vídeos pornográficos de menores de idade.
O assessor, Carlos Alberto Lúcio Bittencourt Filho, tem 45 anos e trabalhava com Talíria Petrone desde 2019 — ela determinou o afastamento dele assim que tomou conhecimento da operação.
Como assessor parlamentar, Carlos recebia R$ 18,2 mil mensais e comandava o escritório da deputada no Rio, além de ser um dos principais dirigentes da corrente interna dela no partido, a Subverta. Além dele, também foi preso um terceiro-sargento da Polícia Militar, Maurício Douglas Souza das Chagas Moura, de 35 anos.
A operação da Polícia Civil do Rio cumpriu 8 mandados de prisão. A investigação foi batizada de “NXIVM” — o nome faz referência a uma seita sexual que operou nos Estados Unidos nos anos 1990.
As investigações tiveram início em julho deste ano, depois da prisão de um outro assessor do PSol. Trata-se de Matheus Rodrigues Gonçalves, que trabalhava no gabinete do vereador de Niterói, professor Túlio. Matheus é acusado de estuprar uma adolescente de 16 anos.
No celular da adolescente, os investigadores encontraram diversos vídeos pornográficos. Foi a partir deste material que a polícia mapeou a atuação do grupo.
Em nota, Talíria Petrone se diz surpresa com a operação e diz que determinou a demissão do assessor, “até a elucidação dos fatos”.
“Minha vida é e sempre foi pautada pela defesa intransigente das mulheres e dos seus direitos. Expresso minha total solidariedade à vítima e à sua família”, disse a parlamentar.
Leia abaixo a íntegra da nota de Talíria Petrone.
“Fui surpreendida na manhã de hoje com informações sobre a operação da Polícia Civil decorrente de investigações que seguem em curso sobre exploração sexual.
Determinei a exoneração do assessor citado no processo, enquanto aguardamos a elucidação dos fatos. Minha vida é e sempre foi pautada pela defesa intransigente das mulheres e de seus direitos.
Expresso minha total solidariedade à vítima e à sua família. Não compactuamos com qualquer forma de violência, em especial contra meninas e mulheres.





