Estudantes da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) criticaram o aumento no preço das refeições do Restaurante Universitário (RU) do campus I, em João Pessoa. Desde segunda-feira (26), o valor pago por refeição subiu de R$ 6,93 para R$ 7,22, um acréscimo de R$ 0,29. A mudança gerou reclamações sobre o custo da alimentação, a qualidade da comida e as condições de atendimento.
Nas redes sociais, alunos questionaram os preços cobrados e compararam o serviço com o oferecido por outras universidades. Um dos comentários perguntou:
– O que justifica esse preço para além do aumento previsto em contrato? O que justifica a empresa fornecer a alimentação a esse preço, considerando a disparidade de preços em comparação a universidades de estados vizinhos?
Outros estudantes também reclamaram das filas e da falta de melhorias no restaurante. Um usuário criticou a situação e afirmou:
– O valor da refeição no Restaurante Universitário sempre sobe, e sem conversa alguma com a comunidade acadêmica. Depois a reitoria e a PRAPE vem com um malabarismo de pouquíssimas vagas para auxílio integral como se isso fosse resolver o problema.
Em nota, a UFPB explicou que o reajuste está previsto no contrato com a empresa responsável pelo fornecimento das refeições, firmado em 2023. Segundo a Pró-Reitoria de Assistência e Promoção ao Estudante (Prape), o acordo prevê atualizações anuais nos valores. O campus II, em Areia, já passou pelo reajuste neste ano, enquanto as unidades de Bananeiras, Mamanguape e Rio Tinto devem ter mudanças em breve.
A universidade informou ainda que pretende abrir um novo edital para ampliar o acesso à alimentação gratuita. A previsão é oferecer 100 vagas de subsídio integral para estudantes do campus I e outras 50 vagas para cada um dos três campi fora de sede, totalizando 250 oportunidades.
Atualmente, 5.182 estudantes recebem subsídio integral financiado pela Política Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) e não pagam pelas refeições. De acordo com a Prape, todas as listas de espera de alunos que atendem aos critérios de vulnerabilidade social foram zeradas. Os demais estudantes contemplados pelo subsídio parcial recebem um desconto equivalente a 60% do custo da refeição, pagando os R$ 7,22 após o reajuste.
As críticas também envolveram a qualidade da comida e a estrutura de atendimento. Um estudante comentou:
– Se pelo menos melhorasse a qualidade da comida, é uma das universidades mais caras se não a mais cara.
Outros usuários recorreram à ironia para reagir à mudança, com expressões como “aumento do amor” e “faz o L”.





