“O STF exerce aqui uma ditadura, todo mundo sabe disso”, declarou.
Rui Costa Pimenta, presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO), afirmou nesta terça-feira (27) que o senador Flávio Bolsonaro (PL) estaria sendo alvo de perseguição política por parte do Supremo Tribunal Federal.
Mesmo à frente de um partido de esquerda, Pimenta criticou a atuação da Corte e afirmou que a votação recebida por Flávio na eleição presidencial explicaria as medidas contra ele.
Segundo o dirigente, os quase 60 milhões de votos recebidos por Flávio e a força da oposição no Congresso poderiam permitir articulações para o impeachment de ministros do Supremo.
Flávio recebeu 59.826.041 votos (48,21%) no segundo turno. Lula foi reeleito com 64.256.232 (51,79%), segundo o TSE.
Pimenta também explicou por que o PCO orientou voto nulo na disputa presidencial.
“Porque votar no Lula era também votar no STF”, afirmou, ao criticar a relação política que atribui ao governo com o Judiciário.
As declarações acontecem após Alexandre de Moraes determinar a entrega dos passaportes de Flávio Bolsonaro.
Nesta terça-feira, a Polícia Federal cancelou os documentos depois que o senador não cumpriu o prazo de entrega.
A decisão está relacionada a uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz. Ambos negam irregularidades.
A acusação de perseguição é uma avaliação de Rui Costa Pimenta, não uma conclusão comprovada da investigação.
No vídeo, acompanhe as declarações do presidente do PCO:





