Candidato defendeu que o Congresso decida sobre o mandato de cinco anos sem reeleição
Em entrevista à Rede Globo nesta sexta-feira (16), o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que não disputará um segundo mandato presidencial caso seja eleito, mesmo que o Congresso Nacional não aprove o fim da reeleição. O senador defendeu uma mudança na Constituição para impedir que presidentes concorram novamente ao cargo e disse que pretende governar sem pensar em permanecer no poder.
– Eu só preciso de um mandato, eu só quero um mandato para começar a consertar o nosso país de verdade – declarou Flávio, ao explicar que a proposta partiu dele. O senador também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quem acusou de gastar recursos públicos para tentar permanecer no cargo.
Questionado pela jornalista Renata Lo Prete sobre a possibilidade de ampliar o mandato presidencial de quatro para cinco anos, Flávio afirmou que a decisão caberá ao Congresso. Ele garantiu que aceitará o período definido pelos parlamentares, sem condicionar sua proposta à extensão do tempo no cargo.
– Isso é para mostrar, Renata, que eu tenho desapego ao poder. Não tem projeto de poder da minha parte – afirmou o senador, ao sustentar que sua intenção é cumprir apenas um mandato. Ele também disse estar preparado para assumir a Presidência e contribuir com o país.
A proposta de emenda à Constituição (PEC) apresentada por Flávio prevê o fim da reeleição para presidente da República, sem estabelecer a ampliação do mandato. Segundo ele, a discussão sobre a duração do período presidencial ficará a cargo do processo legislativo, com participação da Câmara dos Deputados e do Senado.
– Ela acaba com a reeleição, eu estou falando só para a Presidente da República – explicou Flávio. O senador acrescentou que, em sua avaliação, a restrição também deveria alcançar governadores e prefeitos, embora a proposta inicial trate apenas do cargo presidencial.
Flávio ainda afirmou que a regra prevista na PEC alcançaria parentes até o terceiro grau, impedindo que familiares disputassem a eleição para sucedê-lo como forma de contornar a proibição. Para o senador, a medida deve evitar que a mudança constitucional seja usada para manter o poder dentro da própria família.
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