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Aliados de Flávio levaram 30 das 54 cadeiras em disputa no Senado

Em dez estados, a dupla de candidatos apoiados pelo presidenciável levou a melhor na disputa

A estratégia de Flávio Bolsonaro (PL) para ampliar a presença de aliados no Senado terminou com 30 das 54 cadeiras em disputa conquistadas por candidatos apoiados pelo presidenciável. As vitórias ocorreram em 17 estados e no Distrito Federal, sendo 19 eleitos pelo PL e outros 11 por outros partidos.

Em dez estados: Acre, Alagoas, Amapá, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, os dois candidatos apoiados por Flávio ficaram com as vagas disponíveis. O mesmo aconteceu no Distrito Federal, onde Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL) foram eleitas.

Entre os principais nomes escolhidos estão Carlos Bolsonaro (PL-SC), Filipe Barros (PL-PR), Deltan Dallagnol (Novo-PR), Carlos Jordy (PL-RJ), Carlos Portinho (PL-RJ), Guilherme Derrite (PP-SP) e Marcel van Hattem (Novo-RS).

A lista de apoios de Flávio incluía 49 candidatos, segundo os nomes apresentados pela própria campanha em um site oficial. Desses, 19 não conseguiram se eleger. Entre eles estão João Roma (PL-BA), Capitão Wagner (União Brasial-CE), Delegado Éder Mauro (PL-PA), Marcelo Queiroga (PL-PB), Mendonça Filho (PL-PE) e Rodrigo Valadares (PL-SE).

Em Minas Gerais, por exemplo, Domingos Sávio (PL) conquistou uma das vagas, mas Marco Antônio Superman (Novo), que também estava entre os apoiados no estado, não foi eleito. Já em nove estados: Amazonas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Sergipe, nenhum dos nomes apoiados por Flávio conseguiu uma cadeira.

A eleição deste ano renovou duas das três cadeiras de cada estado e do Distrito Federal. Como não existe segundo turno para o Senado, os dois candidatos mais votados em cada unidade foram eleitos para mandatos de oito anos. Eles se juntarão aos 27 senadores que permanecem no cargo até 2031.

A conquista de cadeiras no Senado foi tratada como uma prioridade pelo PL e pelo grupo político ligado a Flávio. O objetivo é aumentar o número de aliados na Casa e, com isso, ampliar a influência sobre a escolha da Presidência do Senado, decisões do Congresso e processos envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Jair Bolsonaro já havia defendido essa estratégia antes da campanha presidencial do filho. Em junho de 2025, o ex-presidente afirmou que os aliados deveriam buscar a maioria absoluta do Senado, de 41 parlamentares. Flávio também reforçou a orientação na véspera da votação. Em uma transmissão ao vivo no sábado (3), pediu que os eleitores escolhessem os dois nomes indicados por sua campanha em cada estado.

– Vocês viram mais do que nunca como é importante ter um Senado que seja nosso, porque é o poder que tem a condição de equilibrar, de fiscalizar, por exemplo, também o Judiciário – afirmou.

Outra frente de interesse dos aliados é a tramitação de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo. O presidente do Senado é responsável pela decisão inicial sobre o andamento das denúncias. Caso um processo chegue à etapa final de julgamento, são necessários 54 votos para a perda do cargo.

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