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Com aliados, Flávio e Chiquini visitam Filipe Martins na prisão

Martins está preso na Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa, no Paraná

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visitou neste sábado (5) o ex-assessor da Presidência Filipe Martins, que está preso na Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa (PR). A visita foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela execução da pena de Martins.

O presidenciável foi ao local acompanhado pelo advogado Jeffrey Chiquini (Novo), responsável pela defesa de Martins e candidato a deputado federal; pelo senador e candidato ao governo do Paraná, Sergio Moro (PL); pelo candidato ao Senado Filipe Barros (PL); a prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt (PL); os candidatos a deputado federal Ricardo Arruda (PL) e Rosângela Moro (PL); e os candidatos a deputado estadual Ricardo Zampieri (PL) e Jessicão (PL).

Jeffrey Chiquini afirmou que a presença de Flávio Bolsonaro representa um gesto de apoio aos condenados nos processos que tratam da acusação de tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Segundo o advogado, a defesa dos chamados “presos políticos” estará entre as prioridades de um eventual governo de Flávio.

Flávio Bolsonaro e Chiquini em visita a Filipe Martins Foto: Divulgação

O advogado também afirmou que, em sua avaliação, os condenados foram vítimas de decisões injustas e de violações de garantias constitucionais. Ao comentar especificamente a situação de Filipe Martins, Chiquini classificou a prisão como ilegal.

– Ele não é só um preso ilegal, ele está sequestrado por um Estado tirano – afirmou.

Chiquini também fez referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado no mesmo processo, ao declarar que “o presidente Bolsonaro não está esquecido”.

Filipe Martins foi condenado em dezembro do ano passado a 21 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Em uma audiência em março deste ano, um juiz federal dos Estados Unidos afirmou, porém, que o documento de imigração que foi usado por Moraes para prender Martins era falso.

Na ocasião, o magistrado americano mandou o governo do país entregar documentos que mostrassem quem criou o registro falso. A ordem veio depois que as agências dos Estados Unidos se recusaram a explicar como o erro aconteceu.

Filipe Martins foi assessor de assuntos internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em fevereiro de 2024, Moraes decretou a prisão preventiva dele com base nesse registro de imigração falso.

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