
Objetivo seria unir forças com países fronteiriços no combate ao crime organizado
O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) propôs criar uma polícia unificada na América do Sul a fim de combater o crime organizado e o tráfico de drogas. Em entrevista à GloboNews nesta sexta-feira (7), ele lembrou que o país faz fronteiras com outros dez territórios e que a integração é necessária nesse caso.
– São dez países que compõem a fronteira com o Brasil. Esses dez países eu os procurarei para nós montarmos da mesma maneira que a Europa desenvolveu uma polícia que transita entre todos. Como presidente, eu vou fazer um périplo pelos dez países limítrofes com o Brasil. É a mesma coisa que a Europa fez. Eu não estou inventando a roda. Eu quero criar essa polícia na América do Sul. Eu quero ter uma polícia que possa transitar – pontuou.
De acordo com Caiado, o comando dessa corporação seria revezado entre os países-membros por meio de eleições. O político afirma que, se for eleito, articulará com os demais países para viabilizar o projeto.
O presidenciável também pretende autorizar o uso das Forças Armadas no combate às facções criminosas e ao que ele chamou de “terrorismo doméstico”.
– As Forças Armadas vão entrar, mas não é para prender. Exército e Marinha não entram para prender, entram para resolver. Resolver é reocupar o território. Quem reagir sabe que está reagindo contra as Forças Armadas e contra as polícias de segurança – advertiu.
Caiado declarou ainda que, caso uma lei não seja aprovada possibilitando o envolvimento direto das Forças Armadas na segurança pública, o “Brasil vai para a mexicanização”.
– A mexicanização hoje é essa realidade: o narcotráfico já toma conta da economia formal, está tomando conta dos poderes e elegendo pelas regras democráticas. E o Brasil passa a ser um narcoestado – assinalou.





