Por Silvano Lima
Na política, há um ditado antigo que continua atual: quem abandona o barco no meio da travessia dificilmente encontra lugar quando ele chega ao porto.
Nos bastidores da política do Distrito Federal, um movimento recente de um parlamentar tem chamado a atenção e causado irritação entre aliados do governo.
Depois de passar praticamente todo o mandato integrando a base governista, com indicações em cargos estratégicos da administração pública e usufruindo da estrutura política construída ao longo dos últimos quatro anos (Literalmente “mamando” nas fontes do Governo), o deputado agora demonstra hesitação sobre permanecer ou não ao lado do grupo que sempre “esteve”.
À medida que as eleições se aproximam, o discurso mudou:
Quem antes defendia o governo e ocupava espaço na máquina pública passou a adotar um comportamento de distanciamento, como se nunca tivesse participado das principais ações políticas do grupo.
Nos bastidores, a avaliação é de que o parlamentar acredita estar em posição de impor condições e fazer exigências para permanecer Ironicamente cheio de cargos. A leitura de integrantes e aliados do governo, porém, é bem diferente.
Se o atual governo conquistar a reeleição, cenário apontado em todas às pesquisas eleitorais até o momento, a tendência, é de que esse episódio não será esquecido.
Movimento não será esquecido:
Em política, confiança é um ativo valioso, e movimentos interpretados como oportunistas costumam deixar marcas.
A expectativa entre integrantes da base é que na reeleição também venha uma reorganização política.
Nos corredores do poder, comenta-se que a conta chegará alta: perda de influência, afastamento da base governista, ausência de indicações para cargos e exclusão de ações estratégicas. Convites para eventos oficiais e participação em articulações políticas também poderão deixar de existir. Isolamento total.
O episódio reforça uma das regras mais antigas da política: alianças são construídas com confiança, e gestos de traição não passam despercebidos.
Como diz o velho ditado, na política, assim como na vida, quem cospe no prato em que come não encontrar outro lugar à mesa.
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Fonte: Informa Tudo DF / Por Silvano Lima






