Por Silvano Lima
Como costuma dizer um amigo: “A política do Distrito Federal é muito doida.” E, em alguns momentos, ela parece mesmo desafiar qualquer lógica.
O caso do deputado federal Rafael Prudente (MDB-DF) chama a atenção.
Nos bastidores, a impressão é de que o parlamentar passou a mirar voos cada vez mais altos. O problema é que, em política, ambição sem estratégia pode custar caro.
Recentemente, Prudente participou de uma reunião com a governadora Celina Leão e com o presidente do MDB-DF, Wellington Luiz. Segundo informações divulgadas, o encontro tratou de mais espaço para aliados no governo e também da possibilidade de construção de um projeto para a disputa ao Senado.
O que chamou atenção foi o fato de que, ao deixar a reunião, Rafael Prudente não declarou apoio público à reeleição da governadora.
Na política do DF existem figuras bastante conhecidas: os chamados “babões” ou “baba-ovos”. São aqueles assessores e aliados que passam o tempo todo alimentando o ego de determinados políticos, convencendo-os de que podem disputar qualquer cargo, independentemente das circunstâncias.
Até aí, nada de novo. Isso acontece em praticamente todos os grupos políticos.
O problema começa quando o entusiasmo supera a realidade.
Veja também: Segundo aliados, Rafael Prudente estaria pronto para disputar reeleição à deputado federal
Uma candidatura majoritária não se constrói apenas com aplausos de babões ou pelo desempenho nas redes. Ela exige articulação, alianças, estrutura partidária, apoio de outras legendas, lideranças regionais e deputados com mandato. Ninguém chega a um cargo majoritário no Governo ou no Senado apenas porque acredita que chegou a sua vez.
Na política, projeto sem aliança costuma nascer morto.
Se Rafael Prudente pretende disputar um cargo majoritário, precisará demonstrar capacidade de reunir um amplo arco de apoios. Caso contrário, poderá enfrentar um cenário de isolamento político.
Enquanto isso, o tempo passa.
A indefinição sobre qual cargo disputar também cobra seu preço. Permanecer por muito tempo “em cima do muro” pode enfraquecer qualquer projeto político. A história do Distrito Federal está repleta de exemplos de políticos que demoraram a tomar uma decisão e terminaram sem espaço para disputar o cargo que desejavam, e, em alguns casos, sem mandato.
Na política, timing é quase tão importante quanto votos.
Quem demora demais pode ver as oportunidades desaparecerem.
Talvez Rafael Prudente ainda tenha tempo para definir seu futuro político. Mas o relógio eleitoral não costuma esperar ninguém.
Como ensina o velho ditado popular, que tantas vezes se confirma na política:
“Quem quer tudo, acaba ficando sem nada.”
Para mais sobre o tema, acompanhe às próximas postagens Aqui!.

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Fonte: Informa Tudo DF / Por Silvano Lima






